Na semana que decorre a BTL, entendi escolher o turismo, dado ser o setor que no futuro terá de ganhar um papel mais ativo na atividade económica da Madeira. Sendo um setor estratégico, tem de existir uma atuação urgente e prioritária. Tem de existir consistência e uma correlação direta entre o que pensamos e o que fazemos. Urge por isso, uma estratégia, estruturante, planeamento claro, prioritirização e calendarização dos vários objetivos em presença. A articulação e cooperação entre os vários players, privados, governamentais e associativos tem de ser uma realidade, assentes na construção de uma solução/visão global. Visão de Longo Prazo, baseada numa estratégia duradoura e gradualmente consolidada. Há muito que se fala que o turismo é um setor estratégico, mas, ao analisarmos os valores do orçamento regional, verificamos que as verbas consideradas não são consistentes com o discurso. O mundo mudou muito nos últimos tempos e tem de existir, visões adaptadas e particularmente formas de agir diferentes. Há dias, João Welsh, num artigo de opinião traçava uma visão para a ilha do Porto Santo. Visão de longo prazo e assente nas características desse destino e na evolução de novas tendências dos mercados, que no meu entender, deve ser aproveitada. Outros mercados já iniciaram essa aposta, promovidos por fortes investimentos privados. Por outro lado, tem vindo ao nosso conhecimento um conjunto de notícias encorajadoras, neste Diário, que apontam caminhos e dão sugestões de boas práticas, implementadas por empresas que cá operam. São notícias isoladas, mas que devem criar uma Esperança e um Caminho, apostando em boas práticas de Pensar e Agir diferentes. Falo particularmente de: i) O Hotel Reid´s Madeira aumenta as receitas em 31% em 2011 ; ii) 34% dos clientes do Porto Bay são repetentes (evidencia elevado grau de satisfação); iii) Mais 10% em cruzeiros; iv) Madeira vai receber mais espanhóis e franceses, etc. etc. Notícias que é resultado de trabalho de alguns que procuraram fazer mais, melhor e diferente, e que não se resignaram e foram à procura de mercados, que se reajustaram, que inovaram. São boas práticas que devem ser seguidas, através da aposta na superação da capacidade e melhoria contínua, como uma atitude de todos para a obtenção de sucesso.
Ivo Correia, Economista