Maria Carvalho Não vou tirar tempo aos leitores nem muito menos ocupar indevidamente o espaço que o Diário oferece ao público. A minha denúncia é contra o aproveitamento atrevido de misturar água benta com aborto, disfunção ou infertilidade, distribuindo frasquinhos de água benta aos homens, só aos homens, no Dia do Pai. Toda a gente viu e a imprensa descreveu. Quem não viu, ou não estava lá, ou não leu, ou não quis ver. Maior cego é o que não quer ver. É contra esta cegueira que como crente tenho o direito e o dever de denunciar, venha donde vier. Basta de explorar a fé das pessoas. Tenho o apoio das palavras do Papa Bento XVI que na visita a Portugal repetiu a sua constante preocupação: "É preciso que a vossa fé seja uma fé inteligente". E é também a minha preocupação, ao ver o que se passa aqui, uma religião, repito o que escrevi, "à base de crendices, água benta, círios de promessa e dinheiro pelo meio" tudo semelhante aos cheirinhos dos bruxos. Basta, já passámos a Idade Média, não caiamos no ridículo. Quanto ao mais, a minha identidade está bem clara. Quanto ao "leitor/a" que se me opôs, não sei nem importa saber, mas se é organista de serviço na igreja matriz, tirem as conclusões.