Celso Brites Ontem fui pagar a conta da água. Até aqui, tudo normal. Consumi, tenho que pagar. Agora fico na dúvida do que estarei a pagar. De um mês para o outro fui confrontado com um aumento brutal da conta de um bem essencial à vida e à saúde privada e pública. E digo brutal porque em algumas taxas o aumento foi de 1.000% - sim, mil por cento - e no geral das taxas foi à volta de 300%. Antes de a ARM ter tomado conta das águas e resíduos da Madeira eu pagava uma média de 9 euros, assim que esta empresa surgiu passou para os 13/13,50 euros/mês e este mês passou para mais de 21 euros. O pior de isto tudo é que o aumento dos preços acompanhou o crescimento dos montes de lixo ao lado dos contentores repletos de mais lixo que os cidadãos pagantes têm o cuidado de separar em suas casas. Basta um olhar atento e facilmente se comprovará. Perguntei porque não tinha sido informado numa das muitas cartas que recebo e foi-me dito que saiu no JORAM - aposto que mais de 80% da população da Madeira não sabe o que é - e que também foi publicado no JM, num sábado... Agora pergunto eu: para que servem tão grandes aumentos? Já sei... num momento de tantas dificuldades, todos os habitantes da Ribeira Brava e pelo que já li também de outros pontos da ilha devem contribuir para que mais uns quantos coitados que podem ser gestores ou outra coisa qualquer ganhem chorudos ordenados, prémios de desempenho e se passeiem em belos "bólides"... Enfim, solidariedade à portuguesa, o mexilhão paga o "boy" come, o mexilhão trabalha o "boy" recebe, o mexilhão não paga o gestor manda cortar... Já não há paciência para tantas atitudes sub-reptícias'... que vergonha!!