Longe vão os tempos em que trabalhar no campo era uma tarefa normal para a maioria da população…longe vão os tempos em que eram escassos os carros que por aí circulavam, sendo a deslocação para a escola e para o trabalho feita a pé. Pois, agora as políticas potenciam o sedentarismo, a inactividade física, visando apenas os interesses pessoais. Por mais básica e perceptível que seja, a realidade continua a ser esta, a de que fazer actividade física pode ser bom, mas de uma forma geral, é suplantada pelo ocupadíssimo quotidiano, em que os poucos "tempos livres" que existem, são aproveitados para descansar, para comer, para ver televisão, estar no computador, etc etc… e depois? Sendo óbvio que este estilo de vida não é saudável, as pessoas estarão sujeitas a um maior risco de incidência de doenças, acusarão a perda de capacidade funcional e eventualmente a morte prematura. Então não será igualmente óbvio que a actividade física é fundamental como prevenção para as doenças, e que a capacidade de lidar com patologias será consideravelmente maior? Muita gente diz ter vontade de mudar, mas até efectivamente dar esse passo está uma enorme distância, e as desculpas aumentam exponencialmente…há sempre uma razão para não efectuarem essa mudança no estilo de vida. Sei bem que cada caso é um caso, mas também sei que ter um grande trabalho e muito dinheiro, não tendo muito tempo para desfrutar dos inúmeros deleites que a vida pode proporcionar, não é uma vida que se encaixe no protótipo de estilo de vida saudável. É necessário fazer uma rotura de pensamento, de mentalidade, que tenha em vista a máxima rentabilização do tempo disponível para TODAS as actividades do dia a dia, só assim será possível encontrar uma nova palavra de ordem, prazer. Ter prazer no que fazemos é uma maneira de definir um estilo de vida saudável, pois o organismo é encarado como uma entidade produtora de bens que conduzem o indivíduo a um certo sentido de prazer, mas também de utilidade. Fazer actividade física é sem dúvida alguma a via para um estilo de vida saudável, lembrando que nunca é tarde para começar, e retirar daí os seus benefícios.

Tomás Freitas, Colaborador da AA UMa