Numa altura onde se discutem ideias sobre a nova ordem e um novo modelo de participação do desporto madeirense a nível nacional, houve quem viesse a público defender que a região devia competir com apenas três equipas nas competições no futebol. Ficaram as ideias mas faltou o projecto. Por isso questiono: três equipas, todas profissionais e viradas para a alta competição? Todas do Funchal, o Marítimo, Nacional e União? E o futebol serve de modelo inspirador para as restantes modalidades? Sendo os clubes da principal Liga Profissional apoiados financeiramente pela Coral, Banif e Oliverdesportos, convém alertar que não se bebe a 'loira' madeirense apenas na capital, que há muitos clientes do Banif espalhados por toda a ilha e que tanto a Meo como a Zon vendem a Sport TV por toda a região. Ah, e também há quem chegasse ao governo e a deputado com os votos das zonas rurais. Mas este 'provincialismo' já vem de trás e de outros. Há anos, quando a A.D. Machico subiu à II Divisão e o campo Tristão Vaz era pelado, a troika de então (IDRAM, Marítimo e Machico), para evitar mais polémicas, acordou, por iniciativa governamental, que os 'tricolores' jogavam em Santo António. O Marítimo recebia 'milho frito' para adubos e afins, Machico uma verba compensatória avaliada em 50.000€, justificada pelo facto de jogar sempre 'fora de casa'. Mas à conta bancária do clube da zona leste nada chegou. Os filhos e enteados de quem prometeu e não cumpriu, mesmo andando de Anás para Caifás.
Miguel Justino - Repórter