"A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e os países, porque a crise traz progressos". Foi a citar uma frase de Albert Einstein que Ventura Garcês começou a explicar, na Assembleia Legislativa da Madeira, o Orçamento e Plano para 2012.

As propostas apresentadas resultam da crise em que a região se encontra. Uma crise que, de acordo com o secretário do Plano e Finanças, é o resultado dos “devaneios” da República, do PS que "sabotou a Lei das Finanças Regionais" e da conjuntura internacional.

Ventura Garcês apresenta um orçamento de 2,2 mil milhões de euros, dos quais mil milhões são do empréstimo da República para pagar dívidas da Região. O governante escusou-se a tecer grandes comentários sobre o orçamento, uma vez que, como sublinhou, este já foi motivo de muitas conferências de imprensa de "amargurados, derrotistas e a puxar para baixo".

O objectivo do Governo Regional é a consolidação das contas públicas e essa correcção será feita, segundo o secretário, com uma grande redução da despesa pública. Nos investimentos, destaca a aposta na área social, nomeadamente na Saúde que vê a sua dotação orçamental reforçada.

Jardim esteve presente, esta manhã, na abertura do debate, numa das raras vezes em que se desloca ao Parlamento. Assim que terminou o discurso de Ventura Garcês, o presidente do Governo deixou a sala do plenário.