Desemprego. Palavra aterradora para todos os portugueses mas parece-me ser sobretudo na classe jovem. Nós, jovens, que apostamos em tantos anos de estudo e alguns de nós num curso de ensino superior, acabamos os estudos e temos a porta bem aberta para a maior firma portuguesa: Desemprego, SGPS. Certo que não é só aos jovens que este tema afecta, mas é aos jovens que cabe o maior exercício na procura de trabalho. Como principais obstáculos temos a falta de experiência de trabalho, fraco crescimento da economia e também a descriminação que é feita pelas entidades patronais, quer seja pela instituição de ensino frequentada, quer seja pela substituição da mão-de-obra de um profissional qualificado por um profissional com curso superior. Sem oportunidades de trabalho, há que abrir horizontes. Emigrar é logo a ideia que paira no ar e que se tem realizado. Mas, como estancar a saída dos jovens? Parece-me ser com a criação de medidas de incentivo ao emprego, estimular o crescimento da economia e, sobretudo, apostar na educação. E a aposta na educação tem que ser desde a primária até ao primeiro emprego. Se é feita até ter o "canudo", então vamos emigrar, como temos visto a acontecer. É nesta altura que os "olheiros" aproveitam todo este investimento do governo português à borla. Nós temos grande potencial. Se fôssemos "burros" não viriam países mais ricos à nossa procura. Por isso, está na hora de apostar na educação e na empregabilidade. Para o bem de Portugal.
Rúben Sousa, Colaborador da Associação Académica da UMa