Pedro Monteiro Entramos numa nova fase de desenvolvimento do desporto na Madeira, que será aliciante, não só para o atleta madeirense, como também para os clubes e para a promoção do desporto na Região, agora com muito melhores infraestruturas desportivas do que tínhamos há 20 anos. Regressaremos aos anos em que técnicos, dirigentes e atletas envolviam-se no Desporto por gosto, com competência e sem remuneração e quando os dirigentes tinham a consciência que os clubes existiam porque o Governo Regional não tinha possibilidades financeiras e técnicas para oferecer desporto ás crianças, jovens e população em geral. Admito que o Governo Regional ajude, na medida do possível (não necessariamente com dinheiro) o desporto amador e a realização de eventos internacionais, mas exclusivamente em modalidades ligadas ao mar e á montanha ou praticadas ao ar livre, aproveitando a excelência do nosso clima e ao mesmo tempo promovendo a nossa região em termos turísticos. Agora, é preciso que os dirigentes de clubes e de associações, trabalhem de forma diferente, para garantir a manutenção e a organização da prática desportiva, sem verbas do Governo Regional, recorrendo essencialmente ao voluntariado, aos atletas, aos sócios e ás famílias dos atletas que estão cada vez mais disponíveis para estas actividades. O aparecimento de clubes como o CAB (Basquetebol), o Académico (Andebol), o Clube Naval (Desportos Náuticos), o Andorinha (Futebol Formação), o São Roque (Ténis de Mesa) devem ser incentivados para a formação de atletas locais, abandonando definitivamente a criação de Clubes de iniciativa governamental que não criam empatias e sustentabilidade. Poderiam ser apoiados eventos ligados à: Vela, Ultra Trail, BTT, Parapente, Canyoning, Escalada, Triatlo, Corridas de estrada, Ciclismo de Montanha, Golf, etc.. para aproveitar e promover a beleza da Madeira e os de Futebol e Ténis aproveitando a excelência do nosso clima essencialmente no Inverno e o mediatismo das modalidades. Quanto ao desporto escolar, acho que estão criadas as condições para um forte desenvolvimento, porque ao contrário do que acontecia a 20 anos, as escolas estão servidas com infraestruturas desportivas e técnicos preparados para esta actividade. Ou seja o Estado (Governo Regional) já é capaz de oferecer desporto para as crianças e jovens não necessitando tanto dos clubes para esse efeito. Desta forma acho, que não é necessário o Governo Regional continuar a subsidiar clubes e associações da mesma forma que o fez nos últimos anos.