Quem se der à maçada de analisar o panorama artístico regional, concluirá que, no que toca a grandes eventos, os madeirenses limitam-se a ver a banda passar. Basta piscar o olho aos cartazes e ver o nome dos artistas e seus respectivos promotores. Vêm cá, aproveitam os fluxos turísticos mais gordos, enchem a carteira e põe-se na alheta. - Honra lhes seja feita porque, trabalham e apresentam qualidade para tal. Essa coisa de se deitar á sombra da bananeira, só podia ter este resultado. Quem vai ao mar perde o seu lugar! As facilidades e as tais coisas dadas, não só adormeceram as artes madeirenses como ainda, limitaram o desenvolvimento do tão necessário ambiente competitivo, impedindo assim que se atingisse a tal qualidade. Há excepções. Há, mas muito poucas e a Orquestra de Bandolins da Madeira é uma delas. Enquanto isto, na cidade do Funchal, assiste-se a um ciclo nunca visto de concertos regulares, feitos "á borla", mas pagos e bem pagos pelo erário público! Pisquem o olho aos cartazes.

Eurico Martins, Director artístico