Felisberto Almeida Qual será "o ganho" do Sr. Krugman ao defender a fome e a miséria para todo um povo (Português) que já vive em sérias dificuldades? Provavelmente ser convidado/pago para fazer dissertações idênticas em qualquer país em que as políticas ultraliberais o chamem. A alternativa não será uma aposta forte na criação de emprego? Na aposta por parte do governo em incentivos a todos os sectores onde o valor acrescentado da mão-de-obra possa garantir riqueza para o país? Provavelmente interessa a muitos outros países virem buscar a Portugal "a nossa massa encefálica", os nossos cientistas, cá formados, com investimento público e com qualidade. Fica-lhes muito mais barato do que estar a apostar em mais formação. E o nosso governo o que faz? Estimula a saída dos nossos jovens licenciados (cientistas) para o estrangeiro, esbanja a nossa riqueza intelectual. E eu pergunto-me. Não será solução para um país Europeu, que se quer desenvolvido uma outra estratégia? A resposta só pode ser… Sim. Uma aposta forte na: Investigação, Desenvolvimento; Nas novas tecnologias; No turismo (desenvolver a vertente do Turismo em Espaço Rural); Nos nichos de mercado rentáveis na agricultura (vitivinicultura, produção de azeite, frutos vermelhos, cortiça, etc.); A indústria artesanal desenvolvida de forma a gerar produtos de acordo com práticas ancestrais (Gourmet), tanto apreciados hoje em dia (queijos, enchidos, compotas, chás, ervas aromáticas, etc.); No calçado com qualidade e diferenciação; No têxtil com qualidade e diferenciação; Nas energias renováveis; Na economia do mar; E em tantas outras onde podemos conseguir ser competitivos… E apelando ao sentido patriótico dos portugueses para aumentarem os seus índices de produtividade, mas em que os nossos governantes (estes ou outros) têm de dar o exemplo: Com um combate forte á corrupção; com a simplificação e celeridade da justiça; com transparência nos "negócios públicos"; com a não permissão de situações de eventual "promiscuidade", de um enxame de assessores nas diversas áreas públicas e de salários descomunais nas empresas públicas e parcerias público privadas; uma aposta no marketing (a nível nacional e internacional). Nós somos bons, podemos ser melhores, temos defeitos, mas também temos virtudes inquestionáveis: somos maioritariamente afáveis, acolhedores, simpáticos, trabalhadores, inteligentes, abertos a nos povos e culturas; pois se há 500 anos abrimos as portas ao mundo, atualmente temos as portas abertas para o mundo. No fundo devolvendo-nos a todos o orgulho de sermos portugueses. Muitos dirão deste manifesto: O problema é que a crise é financeira, de falta de dinheiro. Como investir sem dinheiro? Resposta: Redirecionando neste sentido todas as hipóteses de investimento e focalizando aqui a política económica. Pois de facto há falta de dinheiro, mas ainda há dinheiro (ele não desapareceu todo) e investidores. Temos de captar investidores e investimento. Temos 9 séculos de história, com muitos momentos bons e menos bons. Este é um momento menos bom, temos de ultrapassá-lo em conjunto, pelos Portugueses, por Portugal.