"A vida está difícil", "É da crise", "Isto agora vai piorar", "Já não recebo há três meses", "Não consigo arranjar emprego", "O filho da vizinha foi despedido", "Pagar x por isto? Não vou dar esse dinheiro por isso, é muito caro", "Aquela empresa fechou", "Os preços vão aumentar novamente", "Não consigo pagar a conta da electricidade", "A minha reforma não chega para os remédios", "O mês começou há uma semana e já não tenho dinheiro", "Paga-me agora que depois eu dou-te o dinheiro". No inicio da sessão do debate quinzenal após algumas trocas de palavras entre vários deputados de diversos partidos em relação às medidas Pedro Passos Coelho disse que "começa a faltar imaginação para pôr questões e mostrar pontos de vista". Para além da falta de imaginação da maior parte dos portugueses para fazer ginástica com o ordenado que recebem,( isto para os que o recebem é claro), fico extremamente preocupado com a falta de imaginação dos nossos senhores deputados. Até pode faltar o ordenado no fim do mês, até pode faltar o emprego a alguns, até pode faltar a comida na mesa para a família, até pode faltar a saúde, mas por favor, do fundo do coração, apelo aos senhores deputados para que não vos falte a imaginação, era o pior que poderia ocorrer agora. Então vamos agora reunir de quinzenalmente e não temos ideias novas e sugestões produtivas para o nosso país? Assim não pode ser pá! Com tanta coisa nova que anda para aí por perguntar. Vá, eu ajudo sem cobrar nada. "Porquê cortar no ensino?"
Rúben Castro, Colaborador AAUMa