Caramba! Os portugueses são sempre de extremos, pois é sempre "ou tudo ou nada"! É constrangedor passear nas ruas do Funchal e ver o estado da nossa economia, lojas e restaurantes vazios. Precisamos de deixar de gastar o que não temos, de moderação, de maior disciplina, e acima de tudo muito rigor nos gastos. Mas caros madeirenses, é necessário também, existir solidariedade social. Solidariedade social significa "uma comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora"- wikipédia. Solidariedade social implica atitude. Atitude de todos, e não dos outros ou do governo. Uma atitude, que em cada momento, tem de passar pela escolha dos produtos regionais, na não substituição do almoço nos restaurantes por idas a casa almoçar, por não deixarmos de viver. Porque se não o fizermos que empregos estaremos a deixar de criar e/ou a eliminar. Certamente entenderão que não estou a falar de esbanjamento, nem estou a referir-me a pessoas que não ganham logo não podem gastar. Falo das pessoas que têm essa possibilidade e que têm de dar um incentivo (ajuda) aos outros. Tem de continuar a existir uma sã convivência, vivência, partilha e um maior dinamismo tão necessários a uma sociedade civilizada e a uma região turística como a nossa. Atitude e Esperança depende muito mais de cada um de nós, do que de outros. E cada um de nós tem a obrigação de transmitir uma mensagem de positivismo (que vamos vencer e ultrapassar as dificuldades) a todos quantos visitam a Madeira, independentemente, do seu sentimento interior. Caramba é a nossa terra! É a nossa Imagem que temos de defender, e não esperemos que outros o façam por nós. Não fiquemos, continuadamente, a queixar-nos e à espera de soluções mágicas de terceiros, que sabemos não existir, e por isso não nos podem salvar. Procuremos é Atitude Mágicas que dependem só de cada um de nós. Importa saber é o que cada um de nós faz, que valor gera, que atividade cria e que mudança implementa. Sim, falo do "eu" individual, pois as mudanças dependem mais das decisões individuais, que posteriormente dão azo a tendências e generalizam comportamentos. É isso que nos falta e faz falta.

Ivo Correia, Economista