João Freitas O Banco Portugal revelou que o total da dívida do País (Estado, Famílias e Empresas) são 715 mil milhões de Euros (isto é 418% do PIB) (Jornal Negócios 20 Fev). O crédito malparado aumentou e fixava-se nos 4.777 mil milhões de Euros (jornal "i", 5 Fev). Notícia recente revelava que a CGD transferiu 5 mil milhões de Euros devido a perdas das operações para os seus balcões em Espanha e França (Expresso 18 Fev). Sobre a CGD, Pedro Guerreiro no seu artigo "Privatizem a Caixa", referia que "já não vale a pena propor que privatizem a Caixa, não há dinheiro para comprá-la, mesmo que uma Caixa privada jamais fizesse o mal que esta fez - e se fizesse, seria aos seus accionistas, não aos contribuintes. Mas além de mais um aumento de capital e do início tardio da venda de activos pede-se, por favor, uma nova era na gestão do banco. A era do "não", do "não" aos partidos, aos Governos, às cunhas, aos amigos, aos políticos e às ocasiões. É isso que se pede à equipa de José de Matos, agora que acabou a faxina das contas. " (J. Negócios, 12 Fev) Nestas contas de perdas e injecções de capital relembremos o BPN, cujo valor total até agora conhecido será de 5 mil milhões de Euros. O Expresso (18 Fev) apresenta em números bem destacados : 1 057 000 portugueses que não tinham emprego no final de 2011, sendo 771 mil desempregados e 286 mil inativos. Relativamente ao desemprego, Pedro Guerreiro escreveu num outro seu artigo: "Há uma geração inteira que está entalada entre o que foi e o que será. Sai da universidade e não tem trabalho, quanto mais emprego. São galopantes, as taxas reveladas. Nas manifestações de Março, havia 115 mil desempregados com menos de 25 anos, em Dezembro eram 156 mil. E estes números só incluem os que estão à procura de trabalho. Não incluem, por exemplo, os 20 mil jovens que só no final de 2011 desistiram de procurar emprego. Foram estudar. Ou vegetar. A lassidão também é uma extroversão social." "A solução é sempre política. E os rios que lá desaguam são os partidos. Ou os jovens esperam por um D. Sebastião de vinte anos, ou invadem os partidos e mudam-nos por dentro, a partir da base, e pela quantidade avassaladora. Os partidos só representam os seus próprios interesses, são sistemas piramidais com líderes reféns de quem os elege, e que saciam com empregos, cunhas, contratos e festas." ("A precária idade", J. Negócios, 16/02)