Teresa Barros Martins Gostava de participar a Portugal esta experiência que mostra como afinal o nosso Governo tem em conta os mais desfavorecidos. Há pouco mais de um ano comecei a trabalhar por conta de outrem, pelo que me informei através da linha verde da Segurança Social se deveria (ou não) continuar a pagar a Segurança Social como trabalhadora independente. Nessa altura, o dinheiro que conseguia tirar ao fim do mês não chegava ao ordenado mínimo nacional, e devia pagar mensalmente cerca de 104 euros à Segurança Social. Estava pois "esgaçada" do ponto de vista financeiro! Pois aconteceu que o senhor que atendeu a minha chamada para a linha verde me disse que deveria pagar por mais 1 ano, como independente, a Segurança Social. E assim fiz até ao dia em que, passados 6 meses a desembolsar duas S.S., alguém me disse que este procedimento era uma aberração. Escrevi à Segurança Social exigindo a devolução deste "plus" que tinha pago contra a minha vontade (por ter sido mal informada). Coincidiu esta reclamação com a época das eleições, pelo que "pus o coração ao largo": com a crise instalada e a 'troika' em cima dos lusitanos, o governo não iria - pensava eu - "passar-me Cavaco". Eis senão quando, há cerca de 1 mês recebi uma carta informando-me de que o meu processo tinha sido diferido, e "as massas" já regressaram à minha conta. Afinal os tipos do Governo também estão atentos aos dramas dos mais pequenos.