Eleições da Liga: o alargamento a 18 emblemas já nesta época e consequente não descida de qualquer clube foi o "clique" que garantiu a eleição do novo presidente! Não deixa de ser confrangedor ver a ingenuidade (quase pueril) de muitos dirigentes do futebol português (da 1.ª e da 2.ª liga). Achavam mesmo que isto seria possível? A meio da época, decidir que não descia qualquer clube? Mesmo com permissão da FPF, acham que os organismos internacionais permitiam isto? De qualquer modo, independentemente de ser na próxima ou nesta época, o alargamento de 16 para 18 clubes acaba por não fazer diferença alguma. Penso que a melhor solução seria um Campeonato de Reservas. Agora, espero que uma questão nunca mude: menos de 16 clubes na Liga, nem pensar! Andam os articulistas de vários jornais desportivos a apregoar desde 2004 a redução do campeonato a 12 ou a 10 clubes, para quê? Só se for para que, no limite, se chegue a um campeonato com os 3 grandes a 10 voltas! Deverá ser o sonho de alguns. Relativamente à segunda promessa: centralização da negociação dos direitos televisivos. Não é uma nova medida. O Engenheiro Rui Alves já havia dito isso quando fez a sua candidatura à Liga (se tivesse prometido que não descia qualquer clube, também tinha sido eleito!). É um facto que as margens de lucro são enormes para o operador. Também é muito real e é desejável a possibilidade de muitos contratos renovarem a negociação de forma mais favorável. Mas o adiantamento de muito dinheiro proveniente da negociação dos direitos televisivos que, neste momento, é a ÚNICA fonte de rendimento de quase todos os clubes não deixa de revelar semelhanças com a seguinte situação: "- Ò camarada! Empresta aí 100 euros; - Olha, só tenho 80!; - Não faz mal. Ficas só a dever 20!"
Pedro Mota, Advogado