Os portugueses estão a chegar ao limite da sua capacidade de resistência perante a incompetência e incapacidade que este governo tem revelado para ultrapassar a actual situação. Os dados da execução orçamental do último trimestre, segundo estudo apresentado pela UTAO, apontam para o difícil cumprimento da meta do deficit de 5%, uma vez que este se situa entre 5,9% e 6,3% em finais de Outubro. Entretanto a recessão económica cifra-se, no final do último trimestre, em 3,5% segundo dados do INE. Por conseguinte e como já por diversas vezes escrevi, a política deste governo centrada na austeridade versus austeridade tem sido errada e desastrosa para a vida dos portugueses e para a economia do país. Todos prometem nas campanhas eleitorais que vão transformar a terra num céu glorioso e quando chegam ao poder fazem exactamente o contrário. São uns autênticos aldrabões que se servem da bondade dos portugueses para os iludirem e deste modo chegarem aonde desejam. Só que os tempos mudam e o povo já não tem paciência para aturar incompetência e aldrabões. O povo está farto desta elite de políticos que se formam à pressa nos partidos onde se assiste cada vez mais a uma luta de interesses individuais e que se encontram arredados do povo sem terem a mínima preocupação pelos seus legítimos interesses. Estamos assim a ser governados por políticos incompetentes, mal preparados e sem noção de magistratura politica. Há mais de vinte anos que os portugueses vêm sofrendo com este tipo de políticos, também por nossa culpa porque os elegemos ou porque não fomos capazes de encontrar outras alternativas credíveis, que nos impõem sempre a mesma receita, aumento da carga fiscal e redução de regalias. O que nos espera o futuro, o mesmo porque os actuais políticos provêm da mesma escola. Só que está chegar o momento do povo dizer chega. Queremos e desejamos outro tipo de governação que nos olhe como pessoas e não como um número. Desejamos mais justiça, melhor prestação de serviços na área da saúde e da educação, melhor repartição da riqueza, emprego e menos pobreza. Isto só se alcança com políticas que promovam esse desiderato e para isso precisamos de políticos que tenham uma visão humana e social da vida.

José Manuel Oliveira