O rápido crescimento do turismo de natureza leva a que em muitos destinos se cometa o erro de confiar quase exclusivamente no valor intrínseco da atracção dos seus recursos naturais para atrair visitantes, baseado na beleza e/ou na singularidade dos lugares, entre outros atributos análogos descuram, deste modo, da criação de condições necessárias para que, nesses recursos naturais, o visitante possa viver experiências inesquecíveis. Assim devido à falta de oportunidades, em muitos casos, a experiência de "Natureza" vivida pelo turista limita-se à simples contemplação de cenários naturais. Face a esta situação, a oportunidade consiste em aproveitar os recursos naturais disponíveis, ainda que não sejam os mais valiosos do mundo, para desenvolver experiências realmente enriquecedoras, que façam do visitante um protagonista ativo e não um mero observador. É necessário conferir à natureza "condições", para que possa ser compreendida e apreciada pela maioria dos visitantes, pois nem todos são conhecedores ou peritos, nem nutrem um interesse particularmente profundo pelas diferentes manifestações do turismo natureza. Torna-se imperioso assumir de uma vez por todas que a Madeira se pode tornar num destino de excelência de/para o Turismo Ativo. Sendo este um momento de viragem em vários setores, também o é no Turismo. Aos decisores, nesta que é uma das áreas mais importantes da nossa Região, sugere-se que este seja um projeto de médio-longo prazo, visionário, sustentado pelo conhecimento científico. Quando falamos da definição de estratégia para o Turismo (Ativo) importa que o mesmo seja analisado na sua globalidade. Não me parece sensato definir uma estratégia para uma atividade X ou Y, quando a estratégia para o Turismo não esta de todo definida. É importante que não se não se caia no mais fácil, "fazer por fazer". Feliz Natal e Bom Ano Novo.

Avelino Silva, Gestor desportivo