Como disse Sir Arthur Lewis, nobel da economia britânico, a "(…) educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido." Esse investimento na educação, feito pelo estado e pelos contribuintes portugueses, funciona melhor e dará maiores frutos se aqueles em quem se aposta ficarem para mostrar o seu valor. Infelizmente, parece que irá ser impossível. Antigamente, o perfil de um emigrante seria um homem de vindo do meio rural, com traços bem vincados pelo seu país, querendo fazer dinheiro para um dia regressar, e era, em muitos casos, analfabeto. Hoje em dia, o novo estereótipo do emigrante português é: jovem qualificado, à procura de uma carreira e não de dinheiro para regressar, saindo de Portugal cada vez mais jovens. Estamos a qualificar pessoas para serem mais-valias e despenderem o seu talento noutros países. A nossa capacidade de inovação e a competitividade da nossa economia está a desaparecer. O País está a atrasar-se e com a saída da sua geração mais qualificada está a envelhecer e a perder o sentido de evolução. O investimento que Portugal faz para qualificar jovens corre o risco de ser um mau investimento. Estes jovens provavelmente não irão regressar. Se o país melhorar, se encontrarem uma vida pior, se as expectativas não forem correspondidas, então poderão equacionar um regresso. Mas como explicar, principalmente aos mais novos, "estudem, estudem para sair do vosso país"?