É bom reconhecer que só em tempos mais recentes se reuniram algumas das condições necessárias para que um tal plano possa vir a ser efetivo Ocorreu na semana passada a apresentação de uma proposta de Plano de Ação para a Investigação, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Região Autónoma da Madeira. Contendo a identificação de um conjunto de áreas prioritárias, a apresentação foi seguida de debates públicos centrados nessas diversas áreas. Sendo claro que, no sector, se defendia a necessidade de o Governo Regional possuir um instrumento de decisão nesta área, é também bom reconhecer que só em tempos mais recentes se reuniram algumas das condições necessárias para que um tal plano possa vir a ser efetivo. Estas condições têm de ver, por um lado, com a existência de um número mínimo de investigadores com a capacidade necessária para o desenvolvimento de uma tal política e, por outro lado, com o surgimento e natural consolidação de um conjunto de instituições vocacionadas para a investigação e de empresas com capacidade para sustentarem no seu seio atividades deste tipo. É bom reconhecer que, destes pontos de vista, os padrões necessários foram atingidos há bem pouco tempo. Como é bom reconhecer que, para além da Universidade, que continuará a ser a principal instituição deste campo de que a Região disporá no futuro, algumas das instituições que foram surgindo terem, em muitos casos, revelado uma qualidade apreciável e um grande espírito de iniciativa. O mérito do meu colega Nuno Nunes, no que a este projeto diz respeito, é duplo. Em primeiro lugar porque, através do MITI - Madeira Interactive Technologies Institute, cuja existência muito lhe deve, foi capaz de demonstrar que, nas condições adequadas, a Madeira tem capacidade para ombrear com os melhores, lutando com as mesmas regras, num ambiente de grande competitividade. Em segundo lugar, por ter sido capaz de congregar, em torno deste ambicioso projeto, um variadíssimo leque de pessoas e entidades que, com entusiasmo e competência, deram contributos muito significativos para a formulação do documento apresentado, participando nas sessões com uma assinalável vontade de lutar pelo seu sucesso. Sendo óbvia a importância que se deve atribuir a esta iniciativa, penso ser igualmente importante sublinhar a presença do Secretário Regional da Educação, pelo apoio a esta iniciativa que a sua presença obviamente significa. Esperamos, agora, pelos passos que se seguem e que, como todos reconhecemos, serão fundamentais para o sucesso da iniciativa. Uma iniciativa de que a Região poderá vir a retirar grandes benefícios para o seu desenvolvimento futuro. *** Ocorreram a 19 de novembro as eleições dos representantes dos docentes e investigadores no Conselho Geral da Universidade da Madeira, cujos resultados foram sobejamente noticiados e comentados. Nos próximos anos, a Universidade irá enfrentar desafios de uma escala que temos dificuldade em apreciar cabalmente no momento presente. Não quero, por isso, deixar de registar aqui os meus votos de felicidades aos meus colegas da lista vencedora e, em particular, ao meu colega José Carmo pelo resultado que obteve, desejando-lhe a maior sorte nesse duro combate que se avizinha. Castanheira da Costa - Reitor da UMa

É bom reconhecer que só em tempos mais recentes se reuniram algumas das condições necessárias para que um tal plano possa vir a ser efetivo

Ocorreu na semana passada a apresentação de uma proposta de Plano de Ação para a Investigação, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Região Autónoma da Madeira. Contendo a identificação de um conjunto de áreas prioritárias, a apresentação foi seguida de debates públicos centrados nessas diversas áreas. Sendo claro que, no sector, se defendia a necessidade de o Governo Regional possuir um instrumento de decisão nesta área, é também bom reconhecer que só em tempos mais recentes se reuniram algumas das condições necessárias para que um tal plano possa vir a ser efetivo. Estas condições têm de ver, por um lado, com a existência de um número mínimo de investigadores com a capacidade necessária para o desenvolvimento de uma tal política e, por outro lado, com o surgimento e natural consolidação de um conjunto de instituições vocacionadas para a investigação e de empresas com capacidade para sustentarem no seu seio atividades deste tipo. É bom reconhecer que, destes pontos de vista, os padrões necessários foram atingidos há bem pouco tempo. Como é bom reconhecer que, para além da Universidade, que continuará a ser a principal instituição deste campo de que a Região disporá no futuro, algumas das instituições que foram surgindo terem, em muitos casos, revelado uma qualidade apreciável e um grande espírito de iniciativa. O mérito do meu colega Nuno Nunes, no que a este projeto diz respeito, é duplo. Em primeiro lugar porque, através do MITI - Madeira Interactive Technologies Institute, cuja existência muito lhe deve, foi capaz de demonstrar que, nas condições adequadas, a Madeira tem capacidade para ombrear com os melhores, lutando com as mesmas regras, num ambiente de grande competitividade. Em segundo lugar, por ter sido capaz de congregar, em torno deste ambicioso projeto, um variadíssimo leque de pessoas e entidades que, com entusiasmo e competência, deram contributos muito significativos para a formulação do documento apresentado, participando nas sessões com uma assinalável vontade de lutar pelo seu sucesso. Sendo óbvia a importância que se deve atribuir a esta iniciativa, penso ser igualmente importante sublinhar a presença do Secretário Regional da Educação, pelo apoio a esta iniciativa que a sua presença obviamente significa. Esperamos, agora, pelos passos que se seguem e que, como todos reconhecemos, serão fundamentais para o sucesso da iniciativa. Uma iniciativa de que a Região poderá vir a retirar grandes benefícios para o seu desenvolvimento futuro. *** Ocorreram a 19 de novembro as eleições dos representantes dos docentes e investigadores no Conselho Geral da Universidade da Madeira, cujos resultados foram sobejamente noticiados e comentados. Nos próximos anos, a Universidade irá enfrentar desafios de uma escala que temos dificuldade em apreciar cabalmente no momento presente. Não quero, por isso, deixar de registar aqui os meus votos de felicidades aos meus colegas da lista vencedora e, em particular, ao meu colega José Carmo pelo resultado que obteve, desejando-lhe a maior sorte nesse duro combate que se avizinha.

Castanheira da Costa - Reitor da UMa