José Vieira Se o presidente da AITRAM (Ass. Táxis) mentiu ou não, eu não sei. Que a APRAM (portos) é capaz de mentir descaradamente, isso já foi mais do que confirmado quando vieram a público afirmar que os táxis são tratados da mesma forma que as outras empresas de transporte público de passageiros, a operar no porto do Funchal, esquecendo-se dos autocarros de dois andares que vendem bilhetes à porta do terminal (e nós, táxis, a 300 metros de distância); dos "shuttle buses" e outros a tapar os táxis (quiçá de propósito); dos membros dos serviços de segurança que por serem sempre os mesmos já criaram maus hábitos e bons amigos, pois quando faltam táxis em vez de telefonarem para a AITRAM, chamam quem querem ou quem lhes interessa; da casa de banho próxima dos táxis sempre fechada e os taxistas, proibidos de abandonarem as suas viaturas, veem-se impedidos de usar os W.C's do terminal e de um "Sr. Engenheiro" que educação só tem a académica, porque cívica tem bem pouca. A verdade é esta! As empresas de transporte táxi em questão, nunca foram informadas do facto e das tabelas que V. Exas dizem existir desde abril (será que nem um panfleto informativo tiveram possibilidade de distribuir durante estes quase 7 meses?), o que torna a cobrança retroativa das mesmas, ilegal. Por vezes não parece, mas ainda estamos num estado de direito e para isso existem um provedor de justiça e os tribunais. Se de facto informaram a AITRAM, provem-no! Mesmo assim, isso é lá convosco. A constituição portuguesa garante-me o direito de não pertencer a qualquer associação, e de não sofrer consequências por isso. Portanto, retirem as cobranças retroativas, e se a APRAM quer mais receitas, muito bem. Nós, os taxistas, queremos melhores condições, mais respeito pela nossa atividade, melhor comunicação (com a APRAM e potenciais clientes) e alguma forma de garantia de uma quota-parte do potencial de receitas. Bem hajam e que rememos todos para o mesmo porto, em vez de andarmos à "bulha", a não ser que por aqui haja gato! Ou outros bichos interesseiros.