Nos últimos tempos tenho ouvido que o futebol nas consolas ou nos computadores vai ganhar mais adeptos.Que talvez irá mesmo substituir em interesse o futebol real. Argumenta-se que as pessoas vão ficando fartas de "Vales e Azevedos", de "Apitos Dourados", de momentos fatais de desconcentração, de fraca defesa que fazem os jogadores que jogam em Portugal (veja-se o que aconteceu ao capitão e defesa do Benfica, Luisão). Diz-se que no mundo virtual é o indivíduo quem tem o controlo da situação. Que dificilmente haverá fanatismos ou mortes devido a maus resultados, que toda a crise que possa haver num clube será facilmente resolvida e quando algo de estranho acontece, já a culpa não será do árbitro, mas dos botões do comando da consola. Pessoalmente, penso que isto é algo meio disparatado.Em primeiro lugar para se gostar de um desporto virtual, neste caso o futebol, é preciso gostar-se do jogo real. Nada bate ir a um estádio para assistir a um jogo com os seus amigos epuxar e gritar pela sua equipa.Écerto que, com a crise, isso torna-se difícil. Não discordo que já haja alguma saturação, por parte dos adeptos do futebol,pelas situações que acima referi e sou dos primeiros a afirmar que se devetomar medidas para mudar isso.Mas também penso que existem outras prioridades no mundo do desporto português. Em conclusão, seja em que desporto for, por muita diversão que os simuladores nos dêem, nada é melhor do que o real.
Miguel Alves, Colaborador da AAUMa