Luís Reis Somos um povo de relevantes tradições natalícias. Encaramos a brutalidade de uma crise, da qual estamos isentos de qualquer responsabilidade, imbuídos de uma felicidade capaz de contagiar os mais pessimistas e descontentes. Passamos esta quadra festiva, com a esperança de que as próximas sejam iguais ou ainda melhores. Esta é a ilusão de um povo que vive de certa forma angustiado, mas ao mesmo tempo confiante num futuro que se vai tornando cada vez mais dúbio. Somos dotados de uma fé inabalável. Essa tem sido a nossa arma ao longo dos tempos. É lamentável, que esteja a ser vilmente aproveitada, pelos ignóbeis que têm governado este país, em que nem a própria igreja católica está imaculada. Usar a pobreza como meio de remissão é hipocrisia, e vai contra todos os cânones do que é a verdadeira doutrina cristã. Passados os anos, em que vivemos adormecidos por força da ditadura, eis que um dia acordamos para a realidade. Tornamo-nos donos dos nossos pensamentos porém, continuamos acorrentados a uma pseudo-democracia dominada por vampiros que sugaram todo o labor de um povo, há muito por eles enfraquecido. Compete a todos nós, enfrentar esses parasitas com firmeza, convictos que conseguiremos alcançar os nossos objetivos, para que nossos filhos, no futuro, possam disfrutar de felizes natais. A mesa dos portugueses, está cada vez mais pobre. Somos um país onde muita gente já vive da caridade que lhes foi imposta, por governantes cuja única intenção, foram os seus próprios interesses. Enriqueceram ilicitamente, deveriam estar na cadeia todavia, continuam a usufruir dos roubos que praticaram, até em alguns casos de maneira provocatória. Até quando vai o nosso povo, resistir a tanta injustiça…? Somos civilizados, até demasiado tolerantes mas, não resistiremos ao espectro da fome. CUIDEM-SE!