H. M. Gostei de ler no DN de 13 de Dezembro o problema que a CMF está a ter para atribuir os espaços de venda ambulante na noite do mercado... com tanto negócio a fechar... vamos lá entender: Esta será uma vez mais a noite de salvação para alguns empresários ambulantes, que continuam a ter privilégios nunca vistos e para outros que iram talvez aqui tirar o seu "pé de meia" para o próximo ano. Todos os empresários que iram participar neste evento, guardaram o seu dinheirinho para pagar à CMF o luxuoso espaço (pelos valores pedidos... ai!) e ainda para adquirir os seus produtos para venda, logo a oportunidade está no ar... para a CMF (dinheiro em caixa) e para os vendedores que tudo o que venderem será: vendas - despesas = lucro... impostos 0€. Anualmente as empresas de restauração passam por dificuldades financeiras em busca de pagar despesas fixas, salários, rendas, impostos, segurança social, licenças e mais licenças, HACCP, registadoras certificadas e obrigatórias, licenças camarárias, etc... mas neste tipo de eventos e arraiais... tudo isto é dispensado. Penso estar explicada a razão e preocupação da CMF em atribuir os espaços devido ao elevado numero de interessados, mas passo a sugerir uma opinião a aplicar no "caderno de encargos" para seleccionar as candidaturas às respectivas licenças, que devem ter um recibo em nome do empresário ou empresa e onde deva constar: Nome do estabelecimento - Obrigação de colocar maquina registadora certificada - Nome de todos os trabalhadores, com o conhecimento da inspecção de trabalho e segurança social - Certificação de HACCP - Apresentação de facturação no final do evento perante as finanças - Apresentação de folha de vencimento dos trabalhadores - Taxa de lixo - Taxa do Álcool. Assim penso ser mais correcto e justo com todos. PS.: Sugiro ainda uma equipa de fiscalização no local das entidades mais interessadas nestes eventos (Finanças, Actividades económicas e Segurança social e PSP). Esta minha sugestão serve para todos os concelhos onde existem arraiais e para combater o mercado paralelo na região que prejudica os estabelecimentos de porta "ainda" aberta. Feliz Natal e um Bom Ano de 2013 (mais justo e transparente).