JMMFreitas O Sr. Primeiro M., pouco depois de assumir funções (o poder) disse a todos os portugueses que era necessário o «empobrecimento do país»... «que a crise era uma janela de oportunidades»... « convidou os jovens a emigrarem»... e mais «que o acordo (draconiano) com a troika teria de ser cumprido custe o que custar». Passado um ano de tão determinada estratégia, pacificamente aceite por todo o povo, o P.M., em agosto passado anunciou no Pontal-Algarve a próxima (em 2013) recuperação económica e a chegada aos «mercados financeiros», profetizando a saída da troika. Nesta parte iludiu o povo e enganou-o! O que todos sabemos, e sentimos, é o empobrecimento geral da classe média, e até dos já pobres, a fuga de jovens quadros técnicos à procura de emprego no estrangeiro (num ano mais de 70.000), milhares de falências e consequentes desempregos (mais de 150.000). Cientes,o P.M. e o seu governo, do completo falhanço da sua política, desataram a «marchar à retaguarda», anunciando medidas económicas disparatadas que, em face da reacção popular em todos os quadrantes políticos (até dentro do próprio governo), logo procuravam corrigir voltando atrás. Foi assim com a alteração da TSU (taxa social única), com a taxa solidária no orçamento de 4% para 3,5%, etc...etc... Teremos um orçamento para 2013 muito pior que o de 2012. Apoiado na sua especial e serôdia formação ( e do ministro Relvas) o Primeiro M. afirmou que éramos um Povo de «piegas», e ser necessária a refundação do Estado, apelando mesmo a que outros partidos se juntassem a ele em tão nobre e decisiva missão. Certamente que El-Rei D. Afonso Henriques se sentiu ofendido na sua bravura e honra, já que era conhecido pelo cognome de «O Fundador» agora usurpado. Segundo o dicionário (Porto Editora) «refundar é...tornar mais fundo, aprofundar». O que este governo tem vindo a fazer é a «afundar o país» contra a vontade do POVO. Naquele mesmo dicionário se vê que «refundir quer dizer mudar a forma a, tranformar...refazer», donde talvez tenha sido isso que o ilustre líder teria querido dizer?! Estes jovens políticos, já popularizados pelas suas « calinadas», são vistos com comiseração e algumas benevolência dado que a sua «doutorice» foi adquirida com «créditos» no país e no estrangeiro. Em Portugal, perante o Professor Marcelo nunca teriam passado do 1º ano. Recomendo ao SR. Primeiro M. que não se passeie, reverente. Governe, estimule a criação de empregos, procure a redistribuição de riqueza ,olhe pelos pobres e reformados, e não se preocupe em refundir o estado que já está mais que refundido. Em face da situação que vivemos recordo o grande Almeida Garrett que um dia escreveu: «Eu pergunto aos economistas, aos políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à ignorância , à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico ?»