Nos últimos anos temos assistido a uma grande evolução e divulgação do desporto regional no panorama nacional e internacional, fruto da aposta que o Governo Regional fez durante anos junto das associações desportivas, através da construção de infraestruturas polidesportivas e do esforço pessoal e financeiro realizado por associações, famílias e atletas. Hoje, vemos infraestruturas quase que abandonadas ou sem capacidade de se tornarem custo-efectivas e associações sem condições para prosseguirem com os seus objectivos. É verdade que muitas delas, pelo comodismo, nunca ou pouco procuraram outra forma de se autofinanciarem esperando pelos contratos-programa e outras fontes governamentais. Mas na conjuntura actual temos de ser racionais e saber ver se temos um número de associações acima daquele que suportamos ter e se estas conseguem ser auto-subsistentes. Provavelmente não conseguem, mas é este desafio que a realidade nos coloca. Apesar disso, surgem estudos que nos revelam que a obesidade infantil é uma problemática actual e futura, que a educação física como disciplina no ensino vai-se tornando secundarizada, em que existem espaços polidesportivos inutilizados e que se receia um surgir de uma menor qualidade de vida e mais cara, exige-se também dos nossos governantes uma reacção que permita, apesar das dificuldades, a continuidade na promoção da saúde e do ensino através do desporto, tendo em vista a prevenção de problemas futuros mais graves, quer ao nível da saúde, quer ao nível dos custos na saúde pública.

Vítor Andrade - Colaborador da AAUMa