Existe uma premente necessidade de mudança na política regional. Hoje já não são só os políticos que o afirmam. Sente-se, no dia-a-dia, quando se fala de política e da situação económica e social que atravessamos. É unânime o sentimento de que não podemos ter, à frente dos nossos destinos, os protagonistas que colocaram a Madeira e o Porto Santo em situação de falência e de miséria. Quanto mais tempo estas pessoas ficarem à frente dos nossos destinos, pior para todos nós será. E não são apenas os políticos da oposição que o dizem. Também dentro do PSD esta é uma verdade incontornável. O próprio PSD quer mudar, mas as alavancas da Mudança não só estão perras, como estão nas mãos do homem que não deixa mudar, por conseguinte, a tão desejada e necessária mudança nunca pode nem será feita dentro do PSD. A Mudança só pode ser feita pelos madeirenses e porto-santenses, em especial por quem tem contestado a forma irresponsável como têm sido conduzidos os nossos destinos, quer sejam militantes dos mais diversos partidos, quer sejam cidadãos independentes. A perceção de quanto mais tempo passa, com o PSD no governo, pior ficamos e mais difícil se torna reerguermo-nos de novo, já é assumida por todos. É este sentimento de estarmos a ser empurrados para o abismo do desemprego, pobreza e emigração, que tem levado a que muitos hoje assumam publicamente aquilo que antes só acontecia em conversas privadas. O primeiro grande desafio que os madeirenses e porto-santenses têm pela frente são as eleições autárquicas de 2013. Nesse momento saber-se-á se as forças da Mudança são mais fortes que as forças conservadoras da manutenção do poder. O grande teste está pois já aí, onde aqueles que realmente querem uma mudança podem depositar as suas energias e forças. Não há mudanças económicas e sociais sem ser através das mudanças políticas. O desafio que lancei de trilharmos um caminho comum confluindo forças partidárias e cidadãos independentes é hoje aceite e desejado pela sociedade da Madeira e Porto Santo. Tal cominho está a ser trilhado de forma séria e consistente. Todos somos chamados a tomar parte porque já deixamos em mãos alheias o nosso destino durante demasiado tempo, com as consequências que estão à vista de todos. Unidos somos fortes e capazes de alterar a política regional. Unidos somos capazes de fazer a Mudança.

Victor Freitas - Presidente do PS-Madeira