A. G. Mendonça Para fazer uma palestra na escola Secundária Jaime Moniz, no âmbito do Dia Internacional da Tolerância, quem é que a direcção da referida escola havia de convidar para falar aos alunos e professores? Nem mais nem menos do que um intolerante primário, que tem por hábito insultar todos aqueles que não pensam como ele. Os jovens alunos bem como os docentes mereciam mais respeito por parte do Conselho Directivo do maior e mais prestigiado estabelecimento de ensino da região. Não se convida para uma escola pública a fim de falar sobre tolerância um indivíduo que nas suas actividades públicas, chama comunas, traidores, patetas e cães raivosos aos seus adversários políticos e filhos da puta aos jornalistas. Eu acho que a escola Jaime Moniz devia criar a disciplina da tolerância e convidá-lo para professor. A tolerância dele é tanta que proibiu militantes do seu partido de escreverem para o Diário de Notícias do Funchal. Este tolerante gaba-se de vitórias eleitorais mas vai à ALR uma vez por ano e nunca faz debates políticos com ninguém, sendo a sua maior arma o insulto e a propaganda. Se o insulto é gratuito, já a propaganda custa um dinheirão ao contribuinte, que além de lhe pagar ordenado e reforma ainda tem de lhe pagar a propaganda para ele melhor insultar os outros e aparecer todos os dias na primeira página do pasquim laranja. Na referida palestra o convidado havia de se lembrar de que é tempo de surgir um "movimento novo", não explicou qual, mas talvez seja o reumático em movimento. Também se lembrou de dizer que o caminho a seguir é rever o sistema político e sendo assim qualquer dia temos aí a IV República.