A degradação das condições de vida dos portugueses têm vindo a agravar-se dia após dia. Estamos a ficar mais pobres, tristes, revoltados, indignados e sem esperança no futuro. A emigração aumenta cada vez mais, sobretudo na população jovem que não encontra no seu país meios para poderem viver. O desemprego aumenta a cada instante com perspectivas de em 2013 chegar a 18% o que é de todo inadmissível. Entretanto, os políticos iluminados que nos governam persistem na mesma receita que se tem revelado infrutífera e desastrosa com efeitos devastadores na nossa tão pobre economia. Fácilmente se depreende que este governo não tem soluções para a saída da crise que o governo de Sócrates nos atirou e que este tem vindo agravar de uma forma brutal. A única medida que aprenderam foi austeridade. A primeira não deu resultado então aplica-se uma segunda, nova austeridade. E se esta não produzir os efeitos esperados, aplica-se uma outra chamada austeridade que o plano B que se encontra na manga é seu prenúncio e que provará o rotundo falhanço das medidas propostas. Nenhum Estado consegue sair de uma crise económica e financeira com austeridade e a história prova isso. A preocupação deste governo tem sido a nossa reputação junto dos credores sem revelar capacidade para negociar com os mesmos, prazos de compromisso de pagamento da dívida e juros mais adequados ao nosso nível de desenvolvimento e capacidade de resposta. Preocupam-se, somente, em cumprir os compromissos que Portugal assumiu. E pergunta-se, as famílias portuguesas também não têm que cumprir os compromissos que assumiram? Onde é que vão buscar o dinheiro que necessitam para pagar aquilo que consomem e que devem? O Estado recorre ao dinheiro dos contribuintes cada vez mais explorados para pagar o que deve. E as famílias onde é que vão buscar se os seus rendimentos estão a diminuir abruptamente? A carga fiscal prevista para 2013 é uma forte provocação aos portugueses e uma ameaça à estabilidade social do país. Há outras formas de sair desta situação sem necessidade de tanta austeridade. Só que este governo não sabe como ou não quer.

José Manuel Oliveira