J.M.M. Freitas No dia 1 de Novembro passado compareci, como era meu dever, junto ao monumento da Nazaré, onde se perpetua a memória de tantos combatentes que, pela Pátria « da lei da morte se foram libertando». Encontrei muitos amigos, antigos companheiros, veteranos com as suas boinas e diversos populares. O Representante da República na Madeira, ausente, fez-se representar. Os comandantes da Região Militar e do Regimento, outras chefias militares, e representantes da Liga dos Combatentes perfilavam-se junto a um pelotão militar. Vi e senti a emoção de todos os presentes, algumas lágrimas furtivas aflorando o rosto de muitos, e a voz embargada dos que acompanharam o hino nacional. Emocionei-me na presença de um par de jovens que procuravam na parede da capela, por entre os nomes de 268 Portugueses/Madeirenses, o nome de seu pai falecido em África, naquela guerra a que muitos «patriotas» se furtaram. Estranhei a ausência das autoridades civis e governantes desta nossa região. Será que os combatentes, nas diversas frentes de guerra em África, os mortos, os mutilados, os estropiados física ou psiquicamente não merecerão respeito? Será que os políticos que levaram a região e o país à desgraça que hoje vivemos defenderam a pátria naquelas guerras, ou se refugiaram atrás das secretárias acobertados pelos padrinhos e protectores? Já alguém escreveu que «os cobardes invejam e detestam os heróis». Honra e veneração aos que lá morreram! Respeito e ajuda aos que de lá regressaram diminuídos e traumatizados! Um dia a História a todos fará justiça.