Ricardo Franco Tendo o vereador António Nóbrega assinado, por baixo, a carta "Machico e as trutas…", referenciando o meu nome e exaurido palavreado que não acerta com este destinatário, tenho a dizer o seguinte: 1 - Por sempre acreditar no projecto do PS em Machico e por sempre ter conhecido, apenas, o mesmo lado da barricada, sentido de humilde orgulho tenho por nunca ter vendido a casaca e travestido fatos de principescas mordomias alaranjadas. 2 - Segundo atenta o autor, de tão ressacadas palavras, nem nada, nem António, nem Antónia, vociferam ou vomitam escrita tão encalhauada, que nem o mais refinado moleiro conseguiria enfarinhar! 3 - Como envergonhar-me de defender aquilo em que acredito? Seja em projecto social ou político, ou mesmo em dar vida a uma aparelhagem de som, mesmo para alguns que agora ressabiam e acumulam proventos, à custa de qualquer jackpot?! Nada disso me retira a livre expressão de apresentar-me, onde quer que seja, de cabeça erguida e limpa. Antes este sentimento, do que o daqueles que se montam em favor de um polvo manobrista, de poder arrogante e castrador da livre decisão de cidadania. 4 - Lamento, que a toada tenha descambado, qual nível rasca, para uma vil astúcia do foro estritamente pessoal. Mas referiu bem, quando me atribui "um materialismo de simples condição", errando no alvo quanto a "assessorias principescas", talvez confundido pelos exemplos que de perto conhece! É que nem todos os rapazinhos foram tão bafejados pela sorte sabuja, como aquele que concorreu para o lugar do Centro Psicopedagógico de Machico e, de entre mais de trezentos, tenha logo sido classificado em primeiro o presidente da JSD-Machico de então, um tal de António Nóbrega!... Enfim, coincidência acidental!.... 5 - Nem mesmo em funções de membro do Gabinete de Apoio da Câmara, entre 1990-2001, beneficiei de qualquer das mordomias, que hoje quem me acusa tem principescamente beneficiado. Pois, nesse período, o Município de Machico nunca a mim pagou um tostão, ao contrário de outros que se repastam à mesa do orçamento municipal e contribuíram para o escandaloso descalabro financeiro, em que o PSD mergulhou a autarquia machiquense. Mas, já que ao que aufiro soa a roubado, deixo aqui as palavras sábias de António Aleixo: "Sei que pareço um ladrão…/ Mas há muitos que eu conheço / Que não parecendo o que são, / São aquilo que eu pareço."