Faz hoje precisamente dois anos que o DIÁRIO de Notícias convidou-me a escrever mensalmente um artigo para '5 Sentidos'. Ao longo deste tempo tenho feito sempre questão de falar de música, de artistas, de bandas de dj's, falar de histórias que mudaram o mundo no qual me identifico. Poderia falar de política, de desporto ou até de culinária, mas prefiro falar de música, da música que gosto e da música que passo. Como falei do Som de Manchester no ultimo mês lembrei-me que muito recentemente passaram-se 20 anos sobre a morte do Dj Larry Levan, achei que poderia partilhar breves palavras sobre aquilo que para mim é o som de Nova Iorque. Larry foi o dj personificou a mudança na vida nocturna da Big Apple foi o dj residente do eterno Paradise Garage desde que abriu portas até ao encerramento em 1987. A música que Larry passava no afamado Club era uma mistura essencialmente de Disco Sound e House, 'underground' e bem vocalizado, este som foi conhecido como 'Garage' e foi bem predominante ao longo das decadas de 80 e 90. Artistas como Todd Terry, Masters at Work, e Danny Tenaglia representam bem a herança do 'Garage' de Larry Levan. Desde então o som de Nova Iorque evoluiu para formas ainda mais obscuras, em vez de grandes canções interpretadas por divas, para um som mais agressivo, mais escuro com pequenos apontamentos vocais para as pistas de dança. Houve duas editoras que acompanharam de perto esta metamorfose: a nossa bem conhecida Twisted do Rob Di Stefano e a Strictly Rhythm. Com esta mudança uma nova vaga de artistas surgiram no horizonte de Manhattan nomes como Armand Van Helden e Eric Morillo foram determinantes ao longo dos anos 90. Em meados dos anos 2000 John Creamer & Stephane K com a remistura para o tema Hide U dos Koshen fizeram uma homenagem maior àquilo que é o som de Nova Iorque, beats fortes, linhas de baixo saltitantes e um vocal obscuro.

Michael C, DJ