A Madeira é muito mais que a visão redutora que alguns políticos sem visão patrocinam, sempre que esbanjam oportunidades de afirmação diferenciada e talentosa num mundo competitivo, sempre que se ocupam em demasia com o umbiguismo doentio, sempre que cedem a preconceitos, teimosias e extremismos, embora avisados para a necessidade de diálogo, negociação e humildade. Bastava que quem governa o fizesse de forma íntegra e rigorosa, limitando-se às suas funções e competências e tudo seria diferente. A semana que agora finda é a prova que fazemos tão bem como os melhores. Somos capazes de ter um restaurante que brilha no conceituado Guia Michelin, com uma estrela que indica que por cá também há qualidade e excelência. Somos capazes de ganhar prémios europeus no turismo e no jornalismo, que resultam do bom serviço, da ambição e do profissionalismo. Somos capazes de ter um porto concorrido e a bater recordes, recolhendo frutos de uma estratégia de promoção oportuna nas feiras internacionais e de uma excelente relação com as companhias de cruzeiros. Somos capazes de inovar, de transformar lixo em obras de arte, de empregar, de juntar 70 toneladas de tampas que garantiram 22 cadeiras de rodas e unir esforços solidários capazes de dar tampa a outras indiferenças. Somos capazes de resolver dramas sociais em poucas horas, de promover terrenos baldios a hortas urbanas, de conquistar novos mercados no mundo da moda, de fazer boa figura em Newcastle, de congregar gerações lusas na Venezuela e pô-las a dar contributos para Portugal. Se somos capazes de tudo isto e muito mais, porque não sê-lo noutros domínios, que apenas exigem estratégia concertada e urgente. Porque não apostar na inovação e tecnologia, que renderia 1,2% do PIB? Porque não insistir na erradicação do analfabetismo que nos coloca ainda em 2.º lugar da lista que nos envergonha? E porque não combatemos o dengue, sem branqueamentos, nem masoquismos, sem ataques a operadores, hoteleiros, turistas, madeirenses, e muito menos quem informa, mas com soluções que garantam o futuro de todos? Paulo Lima, Empresário Um conceito diferente aliado ao empreendedorismo valeram a este madeirense um prémio do BCP pelo dinamismo e inovação demonstrados nos espaços que abriu no Seixal. Sinal de que a crise é também uma oportunidade. Jorge Tomé, Presidente do Banif Foi à Venezuela mostrar que o banco que lidera acarinha as comunidades e promove-as. O 'Encontro de Gerações', que o Banif organiza em parceria com o DIÁRIO e o Correio, é a prova de atenção aos valores que não se resumem a contas bancárias. Nuno Teixeira, Eurodeputado Continua activo e a congregar esforços que a que a Madeira não perca espaço numa Europa com menos fundos. Para além de "semear o futuro", tentou obter apoios para ajudar quem foi afectado pelo último temporal. Que não se deslumbre. Alberto João jardim, Líder do PSD-M De um líder com meio partido nas mãos e determinado em passar uma "esponja" no passado recente esperava-se uma atitude dialogante e postura conciliadora. Pelo que já disse, limitou-se a estilhaçar ainda mais um PSD feito em cacos. José Carmo, Professor Universitário A Universidade da Madeira deu mostras de querer mudança. Mas a "tremenda" vitória da Lista C ao Conselho Geral é também expressão do apoio à vivência atenta do provável futuro reitor, que quer a UMa a formar para o mundo.