Será que vale a pena? Não sei! O que sabemos é que quem anda a governar não consegue ser correto como nós somos! Já passaram quase 12 meses e continuamos sem saber de nada. Lembro-me que quando começaram estas indefinições, no início deste ano, as respostas que obtínhamos eram: em fevereiro haverá novidades, passamos fevereiro e era em março, depois maio, depois demissões reajustes, etc, e passou para junho. Agora já estamos em novembro e continuamos sem saber de nada. Por isso, e por algum cansaço acumulado, pergunto: valerá a pena? O andebol fez tudo e continua a fazer, para que pelo menos os nossos miúdos tenham a oportunidade de ter comportamentos saudáveis, através da prática desportiva. Apenas isto move quem anda aqui, porque o desgaste é demasiado e por mais que se queira lutar, chegamos a uma altura que se torna difícil. Tenho pena que assim seja, mas no limite vivem os pais, os miúdos, os treinadores, os dirigentes e os clubes. Continuamos a lutar por continuar, porque como já disse, o andebol vive, mas até quando?! A nossa competição regional já começou, temos cerca de 700 atletas a praticar a nossa modalidade, os esforços são muitos e só com árbitros como os nossos, treinadores como os nossos, dirigentes como os nossos, atletas como os nossos, clubes como os nossos e encarregados de educação como os nossos, é que é possível. Pois se não vejamos: as provas arrancaram, os atletas divertem-se de forma saudável ao fim-de-semana, as seleções regionais estão a trabalhar, os atletas são chamados às seleções nacionais, temos árbitros internacionais. Digam-nos o que é preciso fazer mais, para que possamos ser ajudados de forma justa e imparcial!? Não queremos mais nada, apenas que deixem o ANDEBOL continuar a viver sem que todos os dias tenhamos que pensar que estamos doentes e que não temos dinheiro para pagar a consulta. Para finalizar, só mais um pedido: ajudem a colocar os nossos pavilhões com as condições mínimas para podermos jogar, se temos competição, se temos praticantes, se acham que estamos a realizar um trabalho digno, não deixem que chova dentro dos nossos recintos. Os atletas não merecem não ter as condições mínimas para poderem praticar a modalidade que escolheram.
Sandra Fernandes, Directora Técnica da AAM