Têm vindo a público diversas iniciativas do Clube Naval do Seixal (CNS), não só em termos de desporto-aventura como em eventos de lazer, que vêm animando os dias e noites da freguesia do Seixal. Numa conjuntura em que a freguesia foi fustigada por uma catástrofe natural que afectou pessoas e bens, e a indústria turística em geral, cabe aqui enaltecer o trabalho da equipa que dirige o Clube e gere as suas instalações em proveito dos sócios e do público em geral. Numa terra, e num concelho, onde pouco acontece, é de louvar o trabalho destes empreendedores que fazem do lazer um negócio que interessa naturalmente aos seus promotores mas também á freguesia, captando visitantes-turistas que ocupam as suas unidades hoteleiras e frequentam os seus restaurantes. Haja quem mais queira aproveitar este fluxo de visitantes (sem esquecer os turistas de fora da ilha em volume crescente) promovendo os produtos da terra e outros que o engenho e a arte possam vir a interessar a um público-comprador. Na minha qualidade de cidadão do concelho de Porto Moniz, tenho defendido a iniciativa pública e privada com vista a desenvolver o concelho, promover a empregabilidade e dinamizar a sua economia. Basta de esperar por amanhãs que nunca chegam de um Governo exausto e sem recursos para alimentar autarquias dependentes das suas opções e dos seus meios de agir. Os tempos correm antes para quem tem iniciativa, envolve os cidadãos e mobiliza-os para projectos comuns ou que interessem á economia e á sociedade locais, no sentido da melhoria das suas condições de vida e da fixação das populações jovens. É por isso que admiro o CNS, que promove passeios a pé, escaladas, descidas em ribeiros,corridas de canoa, concertos de música variada, em suma, que atrai gente á terra e as compromete com os seus valores materiais e humanos. A ligação do CNS á «pegada ecológica» é outra marca da sua actuação tão em voga no turismo de natureza que o concelho muito pode ambicionar e beneficiar e que a dedicação de um Rui Nelson muito ajudou a construir e divulgar. Numa terra que tem praias de areia, portos de recreio, floresta Laurissilva, vinho «tratado» e de mesa, de produtores locais, há motivos para interessar o turista e proporcionar-lhe experiências diferentes, haja iniciativa e organização, como a do CNS, que os resultados surgirão. Como nota final, o meu apreço redobrado pela organização da recente «iniciativa solidária» por parte do CNS que visou angariar fundos para as vítimas da intempérie que abalou o Seixal a 5 de novembro passado. Bem hajam!
Nuno Jardim Fernades, Gestor