J.M.Freitas Creio que muita gente já ouviu falar das sete pragas do Egipto, ao que narra a Bíblia, enviadas por Deus para que o faraó libertasse o Seu povo. Um governante julgando-se único importante, qual faraó, desatou a mandar fazer obras, algumas úteis e muitas outras faraónicas, inúteis, quais pirâmides tumulares onde enterrou milhões que lhe chegavam, e muitos outros que não tinha e ficou a dever. Criou dívidas incomportáveis que ocultou, pois alguém havia de pagar. Esse alguém só podia ser o Povo! Cumulativamente à sombra dessa governação surgiu uma nova praga, a Corrupção. Uns quantos serventuários surgiram ricos e «empreendedores» com consideráveis e ostensíveis fortunas, popularmente inexplicáveis, que o poder político nunca «descobriu», mas que faziam o povo pasmar de tanta «esperteza» e desvergonha. Caiu sobre essa terra um Dilúvio que, conjugado com os erros urbanísticos e excessos reconhecidos, causou dezenas de mortos e imensos prejuízos. Surgiu depois a praga do Escaravelho das palmeiras, ao que dizem importadas do baixo nilo, Egipto, que entraram sem «visto» nem passaporte, nem atestado «sanitário», cujos prejuízos ainda estão incalculados. Em seguida surgiu a praga dos Mosquitos «aedes aegypti» que por incúria ( ou incompetência) das autoridades, se multiplicaram com alta perigosidade para a saúde, e prejuízo para os negócios dos visitantes das pirâmides e outras «obras» admiráveis. Depois de tanta desgraça surge a praga dos Fogos incombatíveis por carência de meios, técnicos e humanos. Tanta desgraça junta deixou o povo à Fome, empobrecido e com uma única saída, imigrar. E tudo isto era culpa de outrem, dos deuses! Pergunta-se, qual a pior destas pragas? Quando acordará o povo humilde e se libertará destas pragas? Quando se erguerão estes esfomeados e sacudirão os sátrapas que os exploram e oprimem? Quando se lembrará o Deus de todos nós de libertar este seu povo? «It is a fable»