António F. A placa central da Avenida Arriaga está feita numa feira da ladra. Durante todo o ano montam-se barracas horríveis, umas em cima das outras. Eu questiono a utilidade destas "feiras de oportunidades" e similares! Numa baixa citadina tão pequena, com todo o seu comércio tradicional exposto, para quê fazer "feiras de oportunidades" concentradas? Em questão de poucos minutos, percorre-se toda a baixa e quase todo o comércio, para quê concentrar barracas em 500 metros? Não tem lógica nenhuma. Oportunidades para quem? Para o cidadão comum (que não vê nenhuma oportunidade naquilo e talvez seja só enganado)? Para o turista (que fica com a imagem que somos uma cidade de barracas de caixotes empilhados e quinquilharia)? E há empresários parecem estar convencidos que a exposição dos seus produtos nestas feirinhas resolve os seus problemas. Eu questiono se em 15 dias/ano de feira, se resolve o problema de liquidez do comércio tradicional que está instalado 365dias/ano nas ruas da baixa, com custos e pessoal permanente (emprego, diga-se)? Enquanto se realizam feiras na placa central, há muitas ruas da baixa que ficam quase desertas. A atenção dos transeuntes fica concentrada na Arriaga e o resto esquecido! Os turistas, que não conhecem a cidade, fazem o percurso Av. Arriaga - Mercado Lavradores e pouco mais exploram porque as entidades competentes só promovem a baixa nesse "corredor" com todo o tipo de barracas e iniciativas que matam as empresas. Não parece muito inteligente. Estamos vendo uma política de comércio de terceiro mundo. Estilo quase Idade Média. Qualquer dia só faltam as galinhas e cabras à venda na placa central. Porque as tendas de quinquilharia já estão lá, bem como os bobos da corte a fazer de estátuas, a bailar e a tocar música.