Chegámos ao cúmulo de ver a nossa bandeira hasteada ao contrário num dia tão importante como o 5 de Outubro, com tanta gente a dar o relevo que merece a uma república como a portuguesa, celebrada entre os "eleitos" e longe de um povo que não merecia este este presidente, um Cavaco que está mais preocupado com questões de sobrevivência própria, um pobre que não paga nem o ar que respira e se permite fazer férias com séquito numeroso em tempos de crise. Não foi só o presidente, parece que foi todo um governo a andar por mares nunca dantes navegados, deixando o falinhas mansas estilo alemão a entalar os portugueses com engodo TSU para os apanhar com anzóis IRS. O povo a pensar que o governo recua pelas manifestações, afinal foi toda aquela matilha que ganha mais do que os jogadores de futebol a originar conselhos de ministros e novas táticas para sugar a classe média. O rato que a montanha pariu nas quatro fundações a extinguir, tem muito a ver com quem está à frente de todos os sorvedouros de dinheiro que pululam neste país. E o povo tem razão quando diz que o Baltazar ofereceu ouro, o Belchior trouxe o incenso, mas veio o Gaspar e tirou tudo. Tudo menos as mordomias de um estado que vive como rico, com ele incluído, que paga balúrdios aos administradores das empresas públicas ou afins e que mantém e faz leis que favorecem os políticos. Basta comparar o Manoel de Oliveira e Assunção Esteves e perguntar a qualquer um quem será o reformado. Ninguém, em perfeito juízo, dirá que não é o centenário… Mas os políticos são mesmo assim. A troika anda a puxar as orelhas aos "pig's" e dentro de casa faz pior, quando deixa que a nova sede do BCE derrape mais de 40% e passe a custar 1.200 milhões. É mesmo muito estranho que alguém nos imponha reduções de salários e ande, ao mesmo tempo, a preparar reformas de funcionários de EU a 9.000 euros/mês. Como pagar subvenções vitalícias a gente que trabalhou apenas 6 anos e está reformada antes dos quarenta anos. O que pensa verdadeiramente o povo que não sai à rua e paga tudo pacatamente, enquanto os políticos têm, por exemplo, parques de estacionamento à borla? Que justiça uma secretaria de educação exigir aos professores e funcionários de uma escola um valor para estacionar o carro, quando outros funcionários públicos até motorista conseguem para levar os filhos à escola em carro oficial? Ou simplesmente para deitar comida ao cão que ficou na casa de campo?! Depois admiram-se que o agricultor que teve um subsídio de 65% ao trator, diga alto e clarinho que a produção é para consumo próprio, deduzindo-se que o subsídio não vai fazer mexer nem um raminho da economia. Mas não é o que merece quem andou a espatifar euros em jantaradas e subvenções a partidos, em vez que gastar uma ínfima percentagem disso no combate ao mosquito, sabendo que a médio prazo o dengue seria uma realidade bem presente na Madeira? E porque raio esse "aedes" não deixa de picar o povo e vai às canelas dos "espertos" que andam a governar-se por aí? Os que andam há mais de 30 anos no desgoverno e na oposição, mas que não foram capazes de prescindir das benesses que aprovaram para si próprios. Os que só agora conseguem ver partidos pouco democráticos, os que são da equipa quando ganha e saltam borda fora quando a coisa pode escorregar. Esta gente safa-se porque ainda há povo que acredita que quem fez a marina do lugar de baixo aprendeu com o erro colossal e vai fazer algo magnífico com 17 milhões de euros, quando não acertaram com 50. Em vez de arranjarem o lido, para não falar outra vez no papel higiénico ou nos telefones das escolas. Até porque os senhores do governo ficam cansados destas demagogias, não é?
Paulo Gomes