Passado este tempo sobre as pulsões na gestão económica da Região, mais concretamente sobre o desporto madeirense, penso que pouco mais há a dizer e a fazer, pois trata-se do maior ataque jamais visto ao projecto autonómico e concomitantemente ao que o governo PSD-M delineou como prática para a afirmação da região no contexto nacional e internacional a todos os níveis, nomeadamente no desportivo. Desde há algum tempo que tal ataque se reflecte sobre os mais variados cenários perante a dura realidade da falta de dinheiro para alimentar as despesas. O ataque às transferências de capital iniciado pelo governo PS e continuado pelo governo PSD/CDS-PP foi tão certeiro e radical que hoje por hoje já muitos afirmam não haver justificação para a existência e manutenção da Assembleia Regional nem do Governo Regional, bastando estar cá um qualquer dignatário do governo da República para fazer a gestão dos assuntos correntes, com a inerente poupança que tal medida acarretaria. Como é sabido a gestão financeira é quase totalmente gerida a partir de Lisboa. Sócrates e Teixeira dos Santos mais parecem meninos de côro, perante a devastação que Passos Coelho e Victor Gaspar têm feito ao PSD-M, ao Governo Regional e à Madeira. Ainda não apareceu nenhuma fórmula mágica para obviar a esta crise, mas dentro desta psicose que alastra, qualquer dia será necessário criar cá uma máquina para fabricar notas de Euro ou uma declaração de independência inequivoca, apadrinhada por um país com poder económico e moeda forte. Aí é que jogariamos sempre na Liga dos Campeões... Até breve.

João MM Castro, Psicólogo Clínico