Manuel João Baptista Rosa É sabido que a política fiscal também deve fomentar o crescimento económico. Contudo, este só poderá ser alcançado através de mais investimento. Ora um dos principais incentivos ao investimento é uma boa rendibilidade (lucro) do mesmo, parte da qual (25%) pertence ao Estado, por via do imposto sobre o lucro (CIRC). Este imposto tem, no entanto, fraca expressão no OGE pelo que a sua revogação traria maiores benefícios do que a receita fiscal que se perderia (apenas devem continuar a ser tributados os gastos supérfluos). Mas vejamos os benefícios de tal medida: +rendibilidade, +produção, +exportações, -importações, +emprego, -despesa pública (desempregados), +rendimentos/salários (IRS), +consumo (IVA), +lucros retidos nas empresas para investimentos (auto-financiamento), +lucros distribuídos/dividendos (IRS/IRC), +solvência e autonomia financeira das empresas, +dinamização do mercado de capitais logo maior facilidade em obter crédito e, por último, +interesse pela poupança destinada ao investimento. Este é um ciclo que se repete e auto-alimenta gerando cada vez mais benefícios, não só para as empresas e famílias, como também para o Estado. Trata-se de uma medida progressiva (não recessiva), dado que favorece o crescimento económico e, portanto, o progresso do País e o bem estar das pessoas.