João Alves Sousa Vou expressar de um forma bem clara o que penso sobre as ditas 'praxes académicas' realizadas sobe o disfarce de 'ambientação' do caloiro dentro do ambiente universitário: 1 - A atitude desprezível e condenável dos ditos 'praxadores' denominando-se 'doutores', subjugam (de uma forma quase sempre misturada com violência psicológica e física) os caloiros, que aceitam os abusos, julgando assim que se intregarão mais tarde ou mais cedo, no ambiente novo académico: ilusão e engano! 2 - Quem observa por fora estas patachadas questiona que utilidade prática têm estas acções de tipo aplicação 'militar!', no contexto de um aluno que vai iniciar uma nova fase (final) da sua vida de estudante preparando-se para a construção de uma carreira, que face às grandes dificuldades que o país atravessa, irá ter no seu futuro?. 3 - Outra questão que se coloca é a seguinte: no mundo actual em que se vive, como é possível tolerar comportamentos agressivos desta natureza? Será que o ser humano ainda não aprendeu o suficiente, para chegar à conclusão que o caminho da violência (porque estas praxes têm como finalidade fomentar a violência e transmiti-las às gerações!) não é a direcção certa? 4 - Duas questões para finalizar: tenho uma filha numa Universidade e tenho imenso orgulho em dizer que ela recusou totalmente este tipo de procedimentos por achá-los INÚTEIS! Digo mais, se soubesse ou presenciasse práticas destas nos meus filhos posso garantir a essas criaturas que se denominam de praxadores que o assunto seria tratado de forma 'adequada'! Outra questão que se põe é como é possível que pais, professores universitários, responsáveis das Universidade e também membros do governo ligados à educação permitam estes abusos que se chamam praxes?