Mário Mascarenhas Alencastre Pátria Minha, olhai, o teu Povo penosamente, trilhando o longo caminho do sofrimento, do desespero, da aflição. Lentamente arrastam, uma enorme, pesada, carga, de austeridade, de impostos, de restrições. Entre choros, lágrimas, tristeza, raiva, indignação, todos perguntam: Que fizemos, para merecer este castigo? Que crimes cometidos, para esta condenação? Suas vozes ecoam, por vales, montanhas, ao longo da estrada da solidão, da aridez, que o teu Povo percorre, Pátria Minha… Mas não há uma Palavra Amiga, de compreensão, de amizade; um Gesto, uma Mão Carinhosa, de esperança, de ajuda, para suavizar a tremenda caminhada, de vários anos, talvez sem solução. Não há, na tenebrosa escuridão, um raio de luz, para os que imploram trabalho; para mitigar, a sede, a fome, de crianças, idosos, sem-abrigo. Pátria Minha, olhai, com muita atenção, teu Povo, dos que obrigais a emigrar; dos que desesperados se suicidam; dos que durante anos e anos trabalharam arduamente, e seus negócios, empresas, faliram; dos muitos que não têm presente nem futuro, nem nada. Sim olhai, Pátria Minha, porque é mais fácil perdoar, do que esquecer. E este teu Povo, talvez te perdoe, mas Nunca, esquecerá. Tu sabes, eles sabem, todos, mas todos, sabemos que são INOCENTES, pagando, erros, crimes económicos, abusos, compadrios, corrupção, mordomias etc, praticados, por outros, mas não o teu Povo. Olhai, Bem … Pátria Minha!