A esperança que alimenta muito de nós começa a desvanecer-se quando assistimos à degradação da nossa vida económica e social. Governos atrás de governos têm vindo a destruir o nosso bem estar revelando-se incapazes de resolver os reais problemas que afectam o nosso dia a dia. Vivem obcecados pelo poder, pelo número não se interessando realmente pela pessoa, primado do desenvolvimento da nossa sociedade. Em cada dia que passa, cresce a desilusão perante notícias que dão sempre conta de aumentos. Corta-se os rendimentos das pessoas e aumenta-se os preços dos bens e serviços essenciais ao nosso dia a dia sem olhar às consequências de tais decisões, revelando total insensibilidade, com o pressuposto de que não há outra alternativa e que são necessários mais sacrifícios face ao descalabro que nos encontramos e da forma como fomos governados. Gera-se mais desemprego como atestam os últimos indicadores estatísticos, novo recorde em Portugal colocando-nos no 4º lugar dos países da união europeia com taxas tão elevadas. A economia cai a pique e não se vê qualquer medida que incentive a criação de emprego e que dinamize o nosso tecido económico. Caminhamos vertiginosamente para a miséria apesar dos discursos de crença na mudança e que é preciso acreditar e confiar mas como é possível perante o quadro macroeconómico que se nos apresenta actualmente. Deixemos de conversas e de falsas esperanças. Os portugueses estão fartos de pagar impostos dos mais altos da união europeia e de ver a sua vida andar sempre trás e mais distantes do nível de vida dos cidadãos do centro da Europa. Porque nos empurraram para um mau negócio com a troika que só serviu para nos empobrecer ainda mais, devastador para o nosso bem estar porque quem negociou olhou para os números e esqueceu-se que havia um povo que precisava de ter condições para continuar a viver com qualidade. Os que negociaram já se foram e agora estamos a nós a caminho duma situação insustentável. Por isso não se pode esperar mais compreensão e estamos fartos da troika isto troika aquilo e que compromissos são compromissos. Exige-se que sejamos tratados com dignidade e deseja-se soluções palpáveis que nos tire deste colete que nos impuseram e não promessas ou esperanças no amanhã porque poderá ser tarde.
José Manuel Oliveira