Vivemos e viveremos tempos difíceis, numa economia em crise e com consequente aumento do desemprego e simultaneamente falta de emprego. Situação que nos deve fazer pensar, principalmente, por aqueles que hoje têm emprego. Ter hoje emprego é um bem precioso, que deve ser muito bem apreciado, valorizado e particularmente defendido. Seria bom que bom que tivéssemos uma ideia positiva sobre um futuro próximo, mas tal não é realista. 2012 será ainda pior dado o plano de resgate á Madeira. Mas pior do que esse plano de resgate, é a falta de expectativas e esperança que existe para os anos seguintes. Essas expectativas e essa Esperança têm de ser urgentemente trabalhadas pelos nossos governantes, pelas nossas associações empresarias e pelas classes profissionais. Há que procurar novas soluções, novos desafios e novas formas de trabalharmos juntos. Um novo paradigma de desenvolvimento económico tem de ser urgentemente implementado. É vital reconstruir "A Esperança" da Madeira e da sua economia. Esse é um trabalho de todos os madeirenses, não devendo repetir e insistir nos erros do passado, mas fazendo de forma diferente. Há que apostar claramente num "drive" de Entusiasmo, Energia, Preparação, apostando na "nova gente" que quer fazer, quer trabalhar e quer gerar valor, mas assentes num mercado igual para todos. Empreender tem de ser uma atitude e uma realidade, assentes na inovação, criatividade e essencialmente na capacidade comercial (vendas). A capacidade comercial é uma qualidade necessária, apesar de não ser suficiente para o sucesso, tem uma percentagem muito grande nas probabilidades de sucesso dos projectos. Os tempos mudaram e as oportunidades já não são o que eram. O mundo mudou, a economia mudou e importa que os empregadores e empregados se ajustem às nossas realidades. É necessária uma outra atitude para as novas realidades, apostando numa maior flexibilidade, postura, mobilidade, inovação, solidariedade, produtividade e essencialmente enfoque na geração de valor para as partes.

Ivo Correia - Economista