Severino Olim Encerrou a 20 de Janeiro a semana dedicada ao diálogo com as artes, levada a cabo por um grupo de professores de artes visuais e teatro da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Mais uma iniciativa de primordial importância para a complementaridade dos currículos programáticos dos alunos, calendarizada com bom senso para o arranque do 2º período lectivo sem necessidade de interrupção de aulas como tem acontecido com o desporto escolar em que muitos alunos e professores já não conseguem retomar o ritmo do esforço dos seus trabalhos. Foi sem duvida um evento de índole informativo e cultural, em que foi possível promover uma maior relação entre artistas convidados e a generalidade da comunidade educativa, nomeadamente os alunos, que desta forma ficaram elucidados para a importância que as artes lhes proporciona na orientação das suas sensibilidades, educação e no amadurecimento das suas capacidades de análise critica. A temática escolhida para mais esta semana das artes centralizou-se no desenho contemporâneo, publico, digital e no desenho falado em que os artistas convidados para cada modalidade procuraram explanar os seus conhecimentos, experiências e sobretudo despertar nos educandos desta escola uma nova consciencialização sobre a arte em geral e o desenho em particular como veiculo de comunicação e de liberdade. Por outro lado, desmistificou-se conceitos e preconceitos, provocou-se sensibilidades e rasgaram-se caminhos para que os alunos possam também acreditar no futuro e fazer futuro com artes. É facto, que as indústrias de criatividade assumem cada vez mais maior espaço nos eventos culturais que se fazem no nosso País e fora dele. Aliás, parte do planeamento e execução da preparação da capital europeia da cultura, cidade de Guimarães, inaugurada recentemente é exemplo disso. No entanto é lamentável que os responsáveis pelos programas curriculares do ensino básico e secundário da Secretaria da Educação e Recursos Humanos não estejam para aí voltados, restringindo como há alguns anos atrás o número de horas dedicadas às disciplinas das artes. Esta lacuna na Gonçalves Zarco tem vindo a ser colmatada por estas iniciativas que em bom nome da verdade abrem novos horizontes ao futuro da empregabilidade dos alunos, precisamente, nesta altura em que o País se encontra mergulhado numa crise económica e social, e em que se escasseia o emprego das actividades tradicionais. É com estas acções e outras de complementaridade curricular que as escolas devem de partir para novos paradigmas, inovando as suas funções e responsabilidades sociais de empregabilidade, para que todos os alunos possam encontrar ao longo da sua formação os passaportes de garantia de um futuro mais consentâneo com as suas legitimas aspirações. Por fim, fica o reconhecimento público dos pais dos alunos desta escola que agradecem a todos os professores e funcionários envolvidos directa e indirectamente neste invento e que, assim, vêm as suas tarefas mais facilitadas na orientação académica dos seus filhos.