A política, tal como tudo o resto tem uma tendência para evoluir, já dizia Luís Vaz de Camões no seu célebre verso: «Todo o mundo é composto por mudança». Mas qual será a doutrina política do futuro? Se olharmos para o passado podemos ver um padrão: imperialismo, monarquia feudal, monarquia constitucional, comunismo e fascismo e por fim a democracia nas suas diversas formas. O que observamos é uma crescente descentralização do poder. Eu acredito piamente que as políticas do futuro vão sofrer esta mesma descentralização, no entanto existe um limite intransponível, e isto porque as pessoas não são perfeitas. Nunca vamos chegar à anarquia como sistema político porque as pessoas não vão cooperar e fazer de vontade própria as tarefas que lhes são designadas. E também não creio que o mundo vá ser governado por computadores porque, novamente, estes seriam feitos por pessoas. Contudo, acho que nunca vai haver uma doutrina perfeita. Mas isto não significa que não existirão melhorias significativas. Na minha opinião ainda existem grandes revoluções a ser feitas e não há maneira de saber quando é que terão lugar.

Tiago Neves, Colaborador da Associação Académica da UMa