João Carlos Gomes A nossa televisão começou pequenina, muito pequenina. Lembro-me dos primeiros passos da RTP em 1972. Limitada pela tecnologia e a preto e branco. Não sei o ano certo, mas passados 30 anos a nossa televisão deu sinais claros de crescimento. Mais programas de informação, mais espaços de opinião e mais documentários, etc... Um verdadeiro serviço público, ainda que com algumas limitações gráficas visíveis aos olhos de qualquer leigo na matéria, como eu. De um momento para outro começámos a aprender a acordar com as notícias da Madeira e também a finalizar o dia com elas. De um momento para outro abriram-se as portas ao debate e às diferentes opiniões, de um momento para outro houve mais programas de interesse social e cultural. Mas de e um momento para outro também, nós os madeirenses, perdemos tudo o que conquistámos. Sem uma explicação pública para o que se está a passar, apenas vemos os trabalhadores da RTP a dizer que é possível fazer mais e melhor. Mas quem faz a RTP Madeira não são os trabalhadores? Não terão eles essa missão de fazer mais e melhor? Se em mais de 12 horas de emissão conseguiam ter qualidade, pelo menos ninguém disse nada em contrário, em 4 horas não conseguem porquê? Como espectador interessava-me ter mais informação ao longo do dia, não apenas confinada ao Telejornal e à repetição do mesmo uma hora depois e sem qualquer sentido. Como espectador gostava de ter mais programas que mostrassem a minha terra, os usos e costumes do meu povo e quiçá ajudassem a promover a Madeira enquanto destino turístico. Já vi a nossa RTP Madeira bem melhor. Alguém que acuda à nossa televisão!