J. Edgar Marques da Silva Não tenhamos, duvidas, as diferenças entre eles são abismais, as semelhanças, nenhumas. Para um empresário, existem mil patrões. O acordo de concertação social "alcançado", foi alcançado entre patrões, trabalhadores e governo; os empresários, "abstiveram-se", marcaram presença, mas para eles o acordo "foi igual ao litro", nada de novo lhes traz, não promove, nem incentiva a produtividade. Os empresários a sério, credenciados, por formação e alguns acrescidos de "honoris causa", que nunca se atingem patamares de excelência na produtividade e competitividade, oferecendo baixos salários e insegurança no trabalho, ou seja potenciando-se a precariedade. O que este governo trouxe, foi um acordo, que teria êxito se estivéssemos no tempo de Guterres como PM. Agora é anacrónico, é fruto de árvore aneira. Diga o actual PM, como "Vassalo de Merkel", porque a Alemanha não faz o mesmo, não por estar, ainda, em crise, mas se a receita é boa, para aumentar exponencialmente a sua produtividade e fazer frente ao mercado Chinês; será que os alemães abdicavam do seu, 13º, 14º e 15º mês de salário, em nome de uma maior produtividade por menos salário? A segurança que assegura no mercado de trabalho, a empresa e o seu empresário (s), versus a sua, auto sustentabilidade e aposta numa sobrevivência para além do tempo de existência terrena do seu fundador, são os pilares fundamentais da sua evolução, adaptabilidade, e crescimento: o ingrediente que lhe confere essência é organização; que lhe assegura o seu lugar no mercado global: aqui se depreende que empresário, nada tem a ver com "ser patrão", e Portugal é um país de patrões e este acordo foi apenas feito para essa massa, mais coleccionadora de "números de contribuinte de pessoa colectiva", basta ver o número de empresas que se encerram e outras que abrem sempre com os mesmos actores, os patrões. A actual massa do patronato, na sua grande maioria, surge por geração espontânea, e basta a alguns, possuírem " contribuinte de pessoa colectiva" na carteira, logo se auto proclamam "empresários"... A par disto temos "os ajustes directos" e os "conflitos de interesses", que juntam patrões na política, nos governos, que só pioram a situação, eles são a fonte que seca o empreendedorismo, dos mais novos, pela gula de tudo lhes cair no regaço: assim se justifica que alguém diga, e uma vez disse, "nem sei de quantas empresas sou dono ou sócio": aberrante para um pais ou uma região que quer crescer, não cresce, fomentam, é o empobrecimento, em nome de um falso crescimento. Depois o anacronismo das relações, se atendermos ao Código das Sociedades Comerciais, entre empresas, versus incumprimento e quebras de contrato; se bem que o primeiro, é tarefa para os bancos, e a segunda para a justiça, só estas duas áreas, infectam o normal e seguro funcionamento de uma empresa, e são na sua grande maioria as duas razões que destroem as empresas, sobre isto nada faz este ou outro governo, ataca-se sempre quem trabalha, como também é mais fácil, aumentar a receita, que perder tempo, e esperar o tempo certo, que o rigor e a contenção do lado da despesa, daria frutos, alimentando-se a moral do país e combatendo-se a recessão com salários justos, merecidos e elevados. Mas tanto lá como cá, temos os políticos que escolhemos; e as politicas que merecemos.