Impasse. Embrulhada. Negociações. Chantagens. Desacordo. Impreparação. São estas algumas das desculpas que os principais responsáveis políticos pelo naufrágio financeiro luso e insular dão quando os madeirenses perguntam pelo preço da irresponsabilidade acumulada, a ser servido frio, venha ele sob forma de Plano de Ajustamento Financeiro, de cobrança compulsiva ou de notificação postal. Sejam honestos. Assumam - tanto o roto de lá como o esfarrapado de cá - que a Região ainda não aplicou o inevitável 'Plano de Resgate' porque um e outro preferem entreter-se com reprováveis estratégias de sobrevivência pessoal, alicerçadas na teimosia, na arrogância e no ajuste de contas, como se tudo não passasse de uma 'milhada' jogada por dois viciados no "quem perde paga". Se é madeirense sabe que o País está bem pior do que a Região, realidade que de pouco nos serve dada a incompetência de quem optou por alimentar a clientela que garantiu reeleições do que inaugurar o povo e dar-lhe estabilidade. Sabe ainda que, uma vez mais, está obrigado a cruzar os mares e procurar sustento no mundo das incertezas e das hostilidades. E, se por aqui ficar, crente na sua capacidade de resistência, também já sabe que deve andar a pé para fugir ao preço dos passes; que deve evitar adoecer com gravidade à noite em zonas não cobertas por centros de saúde; que o desemprego aproxima-se perigosamente do dobro desmentido pelo Governo quando tal fasquia foi por nós anunciada; que nem o lixo limpam ao fim-de-semana... Faça seguros de saúde. Esteja de olho no preço. Desconfie das esmolas. Declare-se insolvente. Ou implore para que lhe reduzam o IMI, que o deixem ser objector fiscal e que não gastem o dinheiro dos impostos em vícios luxuosos, em viagens retemperadoras ou em 'noivas' agora vestidas de luto. O que os políticos contorcionistas e seus cúmplices palhaços querem é aproveitar a inclinação da catástrofe anunciada para escorregarem discretamente para o bote salva-vidas, que lhes apareça uma distracção no colo ou que lhes saia o Euromilhões. E o povo que se lixe, por ser exequível. Carlos Pereira, Líder Parlamentar do PS-M As jornadas parlamentares comprovam que estamos perante um PS com novos hábitos, saudáveis e necessários à democracia. O mérito é todo de quem está empenhado numa mudança que se faz sem exclusões das partes. Leonardo Jardim, Treinador do Braga Tem talento, é comedido e paciente. Factores preponderantes para quem anda no intriguista e 'stressante' meio futebolístico. Virou a 1.ª volta com mais 11 pontos que o Braga de Domingos. Sintomático: os jogos não se ganham com paleio. Manuel António Correia, Secretário Regional Louvável a sua atenção aos centros históricos, simplificando regras para que os mesmos possam ser revitilizados em tempo útil. Espera-se igual perspicácia nas outras áreas que tutela. A desleixada fiscalização ambiental bem precisa. Jaime Ramos, Líder Parlamentar do PSD-M Os anos passam e niguém lhe diz que quem é líder tem responsabilidades acrescidas. Pior, com medo, ninguém o repreende quando ofende. O palavreado não só é vergonhoso, como legitima outros números de circo. Conceição Estudante, Secretária Regional Uma semana em cheio. Por ter sido distinguida pela comunidade chinesa, outrora posta em causa por Jardim. Mas acima de tudo por ter assegurado um 'charter', não da China, mas de Madrid, para animar o turismo no Porto Santo.