Portugal está mergulhado numa crise que não se sabe quando irá acabar e que tende a agravar-se. Desde o início deste novo ano que a situação na cultura modificou-se um pouco (para não dizer muito!) desde a subida do IVA até à redução de verbas para o Secretário de Estado da Cultura, são algumas das dificuldades com que a sociedade se irá deparar. Este País sempre esteve em aflição desde o Condado Portucalense, tentando sobreviver à gestão de recursos "deficientes" e investimentos inadequados que iam acontecendo. A história repete-se e mais uma vez os portugueses têm de remediar e viver com aquilo que lhes vão dando. Uma das áreas em que temos bastante potencial económico é a cultura e acho que seria de apostar, pois no ano 2010 e 2011 a ficção nacional arrecadou dois Emmy, uma premiação atribuída a programas televisivos. O audiovisual, a pintura, a música, são recursos em que ninguém aposta mas são aqueles que nos têm dado mais frutos. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, tem uma opinião interessante. Este sugere um franchising de pastéis de Belém para a afirmação dos produtos nacionais no seio internacional. É uma ideia interessante para a nossa gastronomia mas acho que não deveria ser a única pois não se faz um bolo com um só ingrediente. Tudo o que aqui é criado deveria ser aposta como por exemplo a ficção nacional, o teatro e o nosso património imaterial da humanidade, o fado. Talvez num futuro, com investimento controlado se obtenha mais frutos e ganhe muitos mais Emmy e Oscar. Não será esta uma solução para a actual situação do País?

Francisco Pereira, Colaborador da Associação Académica da Universidade da Madeira