Relativamente à "inveja", sou mais ambicioso do que pensa Eduardo Catroga. Iria invejá-lo por uns míseros 45 mil euros de ordenado mais 9 de reforma? O pecado capital seria Cristiano Ronaldo pelos milhões e ainda pelos "monumentos" que desfilam "ansiosas" por um simples olhar mais sensual do craque. Nada de ciúmes CR7, não incluo na lista qualquer "monumento" russo. Como vê, Sr. Eduardo, aqui aplica-se a sua célebre e inteligente tirada. Ao pé do Cristiano você ganha uns "pintelhos". Mas vamos falar sério; o povo quando se sente impotente perante desvios legais reage dizendo: come e cala-te. E você, que tem responsabilidades no estado do País, foi ministro, tem a lata de dizer ser um sacrificado porque desconta mais, e que afinal nos anda a sustentar? A teoria de quem aufere o ordenado mínimo ou os desempregados, porque pouco ou nada descontam, são os mais felizes, já não cola. Por mim e em nome de milhões de portugueses estou pronto trocar ordenado com o seu e já. E como o sr é injustiçado! Temos pena. Quando cheira a dinheiro as pessoas perdem o tino e já nem os coelhos escapam. Sabe, vá chamar tolinhos a outros e gozar com as suas tias, se ainda as tiver, pois exemplos assim de arrogância e desprezo pelos valores e sofrimento humanos, dispensamos. Tem valor de mercado? Alguém compraria uma camisola sua, jogador de uma empresa já com o 11 constituído e que nem vai alinhar sequer? Real Madrid que se cuide, tem concorrência. A doutrina da resignação terminou com o Concílio Vaticano II e as encíclicas papais. Foram abertos os caminhos da dignidade do Homem. Pena que ministros da Igreja sintam alguma dificuldade/incómodo em assumir essa doutrina de libertação. Anos 50, canta a nossa Amália: "quatro paredes caiadas e um cheirinho a alecrim…alegria da pobreza de dar e ficar contente… pão e vinho sobre a mesa… é concerteza uma casa portuguesa". E corremos com ele. Só que hoje em muitas casas existe a mesa, mas pão e o vinho, não. Revolto-me porque acreditei. Estou com um problema terrível de consciência. É que "jurei" ao meu neto da existência do pai natal. E ele não acreditou. E agora eu? Que ingénuo fui, Deus meu. Termino com uma informação aos leitores. Os árbitros da AFM, compreendendo as dificuldades financeiras, que na verdade existem, aceitaram baixar, no início desta época, os prémios a que tinham direito por jogo. Um árbitro do Funchal levanta-se domingo às 7h para um jogo de juvenis na Calheta às 10h, regressando a casa pelas 14H para receber 15 euros e os assistentes 10. E mesmo assim aceitaram baixar. Eduardo árbitro? Julgo que é capaz de haver, agora Catroga de certeza que não. E mais não digo por não saber ler e escrever… Continuem a chamar "chulos" aos árbitros.
Francisco Costa, Técnico de arbitragem